Senadores dos EUA querem que Yahoo explique vazamento de 500 milhões de contas de usuários

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Seis senadores do Partido Democrata norte-americano enviaram carta à CEO do Yahoo, Marissa Mayer, na qual a questionam sobre o vazamento de pelo menos 500 milhões de contas de usuários há dois anos, o que se configura na maior invasão conhecida de rede de computadores de uma empresa.

A carta, enviada na terça-feira, 27, observa que o Yahoo disse que a violação ocorreu no final de 2014, mas só foi divulgada na semana passada. "Isso significa que milhões de dados de americanos podem ter sido comprometidos nesses dois anos", escreveram os senadores na carta, a qual o The Wall Street Journal teve acesso. "Isso é inaceitável", completa o texto.

Procurado pelo jornal americano, o Yahoo disse, em resposta por e-mail: "Recebemos a carta e vamos trabalhar para responder de forma adequada e mais rápida possível".

O Yahoo disse na semana passada que a violação em 2014 foi realizado por hackers "patrocinados por algum Estado", mas que a empresa não tinha conhecimento do incidente até este ano. Na sexta-feira, o The Wall Street Journal informou que o Yahoo foi notificado pela primeira vez pelo FBI, a polícia federal americana, já em 2014, após 30 a 40 contas terem sido comprometidas, em decorrência de uma violação à empresa ligada a hackers russos.

Na época, executivos do Yahoo não acreditaram que a quebra foi generalizada e notificou apenas os usuários afetados, disse uma pessoa familiarizada com o assunto ao diário americano.

Na carta, os senadores pedem a Marissa Mayer um cronograma detalhando quando e como Yahoo soube da violação, uma lista de serviços afetados e uma explicação de como o incidente pode ter passado despercebido por tanto tempo. Eles também pedem um briefing do Yahoo para que possam entender como a empresa e os órgãos de segurança investigaram o incidente. Os senadores também querem saber como a empresa pretende proteger os consumidores no futuro.

Na semana passada, o Yahoo disse que começou a investigar a violação, em julho, na época em que anunciou que iria vender seus ativos principais para a Verizon Communications, por US$ 4,8 bilhões. Em um documento datado de 9 de setembro, relacionado ao caso, o Yahoo disse que não estava ciente de qualquer "violação de segurança" ou "perda, roubo, acesso não autorizado ou coleta" de dados de usuários.

Os signatários da carta são os senadores Patrick Leahy, de Vermont, Al Franken, de Minnesota, Elizabeth Warren, de Massachusetts, Richard Blumenthal, de Connecticut, Ron Wyden, do Oregon, e Edward J. Markey, de Massachusetts.

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