Startups do Cubo Itaú recebem mais de R$ 3 bi de investimento em 12 meses

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O Cubo Itaú faz um balanço dos principais acontecimentos dentro de sua comunidade e do ecossistema de inovação como um todo ao longo do último ano. Mais adaptadas aos cenários de incertezas trazido pela pandemia, as startups que fazem parte da rede do Cubo Itaú mostraram importantes evoluções em 2021, com aportes e investimentos que ultrapassam R?3 bilhões.

A pandemia acelerou a transformação digital e o aquecimento das relações entre startups e corporações. Em formatos diversos, como corporate venture capital, fusões e aquisições, plug-and-play e prova de conceito (PoC), essas parcerias movimentaram bastante o universo da inovação.

"Vimos que as startups passaram a ser importantes parceiras, pois o ecossistema mais maduro mostra que elas são aliadas com soluções que atendem muitas necessidades e que estão prontas para escalar. Com isso, as empresas passaram a investir em parcerias de diversos formatos para vantagens competitivas", explica Pedro Prates, co-head do Cubo Itaú.

Dentre as que estão em fase de fomento atualmente na instituição, o aumento nos aportes foi superior a 60% se comparado com o ano anterior, passando a marca de R?1,6 bilhão. Neste cenário, vale destacar, por exemplo, a Beer or Coffee, startup membro do Cubo Itaú que conecta empresas com posíções disponíveis em coworkings no modelo pay-per-use. A startup levantou US?10 milhões, aproximadamente R?55 milhões, para auxiliar em seu movimento de escala.

Outro case é a aquisição da Niduu, startup membro do Cubo Itaú que possui soluções para treinar colaboradores de empresas, pela Gupy, uma das startups de maior destaque no nicho de soluções para RH. A transação foi uma forma de unir forças e experiências do mercado de treinamento e, com isso, construir mais soluções e inovação setor de recursos humanos, o qual teve desafio de requalificar e desenvolver os colaboradores das empresas intensificado com os efeitos da pandemia.

"Casos como este da Niduu, de startups adquirindo startups, devem ser cada vez mais comuns, uma vez que temos visto um grande volume de aportes sendo feitos. Não à toa o ano de 2021 bateu recordes, o que permite este tipo de movimento de mercado, reforçando o amadurecimento do ecossistema brasileiro de inovação", comenta Renata Zanuto, co-head do Cubo Itaú. Segundo a executiva, observar esse movimento é interessante porque muitos desses fundadores voltam a fomentar a cadeia, seja criando outras startups, por meio de mentoria, fazendo investimentos e demais atividades de estímulo ao mercado de empreendedorismo tecnológico.

A união faz a força

O ano de 2021 foi marcado pela chegada de importantes parceiros para a comunidade do Cubo Itaú, que agrega cada vez mais agentes essenciais para o fomento e desenvolvimento do ecossistema de inovação. A NTT Data, que oferece soluções de negócios, estratégia, transformação digital, desenvolvimento e manutenção de aplicações tecnológicas e outsourcing, passou a integrar o Cubo Itaú com o intuito de aumentar a oferta de inovação em torno de 30% e gerar novas soluções tecnológicas, de forma a co-criar e prototipar soluções em conjunto com clientes e ecossistema de inovação (startups, techplayers, universidades, incubadoras e aceleradoras), comprovando hipóteses para geração de novos negócios.

A Anjos do Brasil, organização sem fins lucrativos de fomento ao investimento anjo para apoio ao empreendedorismo de inovação, chegou à comunidade com o objetivo de construir projetos em conjunto para aproximar soluções a investidores e contribuir com a melhora do conhecimento entre fundadores de startups. "Percebemos que há dificuldade para os fundadores no momento da captação. Capacitá-los para que sejam mais autônomos e trazê-los para perto de uma rede com tanto conhecimento e potencial como a Anjos do Brasil só gera benefícios para todo ecossistema", reforça Renata Zanuto, co-head do Cubo Itaú.

A parceria tem rendido bons frutos. Foram duas edições do "#CuboAcademy Anjos para founders: preparando a captação" com mais de 100 participantes no total. Nas duas edições, mais de 85% dos participantes não possuíam investidores em suas startups. Um dos principais objetivos da Anjos do Brasil ao se aliar ao Cubo, é ter mais capilaridade no país. Nos dois últimos anos, das mais de 1,1 mil startups inscritas na rede, apenas 2% são do Norte e 10% do Nordeste. Na primeira edição do curso, 10% dos participantes eram dessas regiões.

Na segunda edição, o número subiu para 20% dos participantes. Também, por meio das conexões originadas pelo Cubo, a startup baiana Infleet, plataforma de SaaS que utiliza big data para monitorar custos de manutenção, combustível, multas, entre outros fatores de frotas de pequenas, médias e grandes empresas, recebeu um aporte de R? 1,2 milhão da Anjos do Brasil junto ao Fundo Anjo e Bossa Nova.

Ainda nas regiões Norte e Nordeste, ao lado do BID Lab, mais de 50 startups foram contempladas pelo programa BID ao Cubo, que tem como objetivo beneficiar empreendedores tecnológicos com soluções inovadoras, de uso intensivo de tecnologia, com escalabilidade e impacto social ou econômico para melhorar a vida das populações pobres e vulneráveis na América Latina e no Caribe. Os resultados foram tão positivos, como 50% delas entrando na comunidade Cubo, e com cases tão interessantes, como o investimento de R? 100 mil recebido pela AfroSaúde do Google for Startups, que a iniciativa ganhou uma edição voltada às startups da América Latina e Caribe.

Realizada em maio de 2021, a primeira edição do BID ao Cubo América Latina e Caribe teve mais de 180 inscrições. Foram selecionadas 20 startups para 8 semanas de capacitação e conexões que resultou em investimentos e melhoria de performance, como é o caso da epioneers, que recebeu US? 200 mil da Algorand e teve 100% de aumento em seu faturamento.

Outro parceiro estratégico com bastante experiência na condução e implementação de iniciativas e projetos em inovação aberta é a Liga Ventures. A expectativa é que a parceria entre as duas instituições potencialize a eficiência dos processos internos das empresas em ao menos 20% por meio das conexões e soluções de startups.

Cubo Agro

Em 2021, ao lado da Corteva Agriscience, São Martinho e Itaú BBA, foi anunciada a criação de um hub especialmente voltado às agtechs. O Cubo Agro tem como principal objetivo impulsionar o desenvolvimento da inovação no setor do agronegócio no Brasil e na América Latina por meio da conexão entre startups, grandes empresas, fundos de investimentos e demais agentes do ecossistema. Em 6 meses de atuação, os resultados já chamam a atenção: houve um aumento de 133% no número de agtechs da comunidade e a chegada da CNH Industrial como nova parceira.

"O potencial do agro é enorme e este também é um setor que está passando por uma grande transformação digital. O Cubo, como principal hub de inovação da América Latina, tem que estar presente nesta transformação. Para se ter uma ideia, o agronegócio representa, atualmente, 26,6% do PIB nacional. Em valores monetários, o PIB do País totalizou R?7,45 trilhões em 2020, e o PIB do agronegócio chegou a quase R?2 trilhões, evidenciando a relevância da iniciativa. Ou seja, o agro é um importante ativo do Brasil para o mundo e há muitas oportunidades de inovação nessa cadeia", revela Prates.

No início de 2022, também foi lançado o Cubo Smart Mobility, em parceria com Bike Itaú, ConectCar, iCarros e vec Itaú, para dar atenção especial às mobtechs. O principal objetivo do hub é estimular um ambiente de inovação voltado ao desenvolvimento de soluções tecnológicas que possam ser incorporadas à mobilidade das cidades, beneficiando a população e incentivando o uso de modais ativos, além de melhorar o transporte público e o trânsito em geral. A iniciativa conta com o apoio da TIM e da Stellantis. "Estamos animados para 2022 e tudo que o ano reserva para o ecossistema", finaliza Prates.

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