Trabalho remoto vai exigir planejamento para compartilhar dados com colaboradores

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Finalizando os painéis da 2ª edição da Data Management Forum nesta quinta-feira, 29, a abordou discussão dominante em muitas empresas sobre o trabalho remoto foi o tema principal. Com a pandemia da Covid-19 novos desafios para o gerenciamento de dados das organizações se apresentaram. Um desses problemas foi o da segurança com as informações corporativas nesses diferentes ambientes – ao qual se chamou de "gravity data", no qual as empresas movimentaram seus aplicativos e workloads para a nuvem, muitas vezes, sem uma infraestrutura preparada para isso. 

Além disso, novas tecnologias como 5G, prometem para um futuro a permanência facilitada para home office ou em ambientes híbridos de trabalho, com a conexão entre seus dados e suas nuvens seja rápida, responsiva, confiável e segura. Além disso, espera-se que adoção de Backup as a Service (BaaS) e outras soluções de gerenciamento de dados inteligentes e contingência, permita às empresas mover muitos dos dados locais dos funcionários para a nuvem, ao mesmo tempo que fornecem a capacidade de proteger, governar e controlar os dados distribuídos.

Sergio Souza Leandro, CEO da OST Tecnologia, empresa fornecedora de soluções de infraestrutura para garantir a continuidade dos negócios, trouxe o case de um de seus clientes – a DASA, mostrando que foi possível trabalhar remotamente sem correr riscos durante este período crítico que se estende desde 2020.

Contextualizando, a DASA é uma das maiores empresas de medicina diagnóstica da América Latina, que reúne 20 mil colaboradores, em 750 unidades e que realiza 250 milhões de exames diagnósticos por ano e é cliente da OST há 15 anos.

Com a pandemia, a grande dificuldade que se apresentava era levar todo o Call Center da empresa para Home Office, diante de um quadro de aumento de procedimentos e exames de Covid, tendo a empresa uma solução de VDI que não escalou, nesse momento, conforme a expectativa.

Como contou Sérgio Leandro, "este quadro apresentou consequências desastrosas como perdas financeiras, cerca de duas semanas com instabilidades de atendimento e comprometimento da produtividade do Call Center", explicou.

A OST implementou uma nova solução, sem tempo para provas de conceito, para resolver as instabilidades e a substituição do VDI sem impactar a operação que não poderia parar. Além disso, a nova solução deveria escalar não só momentaneamente, como também conforme a demanda do cliente fosse crescendo.

"Apresentamos e colocamos uma solução da VMWare que alcançou o objetivo proposto e inclusive trouxe uma redução das perdas de chamadas e que agora já está sendo pensada para expansão outras áreas como para acesso remoto de médicos a fim de executarem laudos remotamente", contou o executivo.

Como explicou, este foi um case bem sucedido, que foi executado em uma empresa que encarou o desafio apesar de não ser nata digital. "Para aquelas empresa que desejam transformar-se para atender aos novos requisitos é preciso evidenciar que pilares importantes como conectividade, uso da Cloud e acesso seguro (segurança em geral) são imprescindíveis para o bom andamento dos projetos que lidam com dados e que na nova realidade não estarão cercados dentro a empresa", disse.

Victor Hugo Leite, head de Infraestrutura/TI do Grupo 3778, uma healthtech pensada para levar a ciência de dados e o cuidado mais adequado para a jornada do paciente, contou com o diferencial da experiência de ser uma empresa nata digital.

Conforme explicou, o maior desafio no período dessa pandemia foi exatamente o trabalho com dados e inteligência artificial. "Ao contrário do outro case não havia as dificuldades da mudança de ambiente de trabalho, não passamos por esta experiência, mas isso não significa que devemos deixar de estar atentos aos aspectos de acessibilidade e segurança".

Segundo ele, estes dois itens estarão atrelados ao futuro das companhias, seja num futuro próximo quanto nos médio e longo prazos.

"A infraestrutura de empresas que tenham seus dados em nuvem, ou que faça acessos remotos de seus clientes e usuários, deve ter em mente a escalabilidade para prontamente atender as demandas que possam vir", reiterou.

Segundo Victor Hugo, os gestores hoje estão mais zelosos quanto ao planejamento das soluções que irão utilizar, caso haja mudanças no cenário com o qual as pessoas estão acostumadas a trabalhar. Hoje os gestores percebem as instabilidades das infraestruturas como um ponto de atenção constante, seja em problemas com as soluções seja com a segurança", disse.

Ambos os executivos reiteraram a questão da segurança seja em conformidade com as exigências da LGPD, seja em relação à proteção dos dados contra ataques externos e evidenciaram que o maior problema do futuro é o roubo de identidade.

"Ao pensar no futuro próximo quando a conectividade possibilitada pelo 5G permitirá a conexão de "tudo com tudo", a proteção dos dados e de identidade serão foco de muita preocupação tanto da integridade das organizações como das pessoas", reforçou Sérgio Leandro.

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