Bigtechs se defendem de acusações de comitê antitruste norte-americano

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Nesta quarta-feira, 29, líderes de quatro gigantes da indústria de tecnologia dos Estados Unidos – Apple, Facebook, Google e Amazon – participam de uma audiência junto ao subcomitê antitruste do Judiciário da Câmara dos Estados Unidos.

Testemunham perante o subcomitê Tim Cook, CEO da Apple, Mark Zuckerbeg, CEO do Facebook, Jeff Bezos, CEO da Amazon, e Sundar Pichai, CEO do Google. As participações acontecem por videoconferência.

A audiência é resultado de uma investigação iniciada há mais de um ano, que avalia comportamentos anticoncorrencial das quatro empresas e a necessidade de impor regulações antitruste. As investigações reúnem centenas de horas de gravações de entrevistas e mais de 1,3 milhão de documentos sobre as quatro empresas.

O presidente do subcomitê, o democrata David Cicilline, ao abrir a sessão, disse que "como essas empresas são centrais em nossa vida moderna, suas práticas e decisões de negócios têm um efeito enorme na nossa economia e na nossa democracia. Qualquer ação individual de qualquer uma dessas empresas pode afetar centenas de milhões de pessoas de forma profunda".

Ainda segundo Cicilline, as quatro empresas usam seu poder para se protegerem de possíveis concorrentes, comprando, copiando ou anulando produtos que possam ameaçar sua soberania.

"A capacidade delas de ditarem termos, dar as ordens, reverter setores inteiros e inspirar medo representam os poderes de um governo privado", pontuou. "Nossos fundadores não se curvaram diante de um rei. Nem devemos nos curvar diante dos imperadores da economia online".

Ele completou que, devido à pandemia, é provável que as empresas fiquem ainda mais fortes, e o domínio está "matando os pequenos negócios, a manufatura e o dinamismo geral que são os motores da economia.

Predominância

Jeff Bezos, CEO da Amazon, defendeu a obsessão de sua administração em satisfazer os consumidores, ressaltando o apoio concedido a parceiros que utilizam sua plataforma para vender os produtos, o que corresponde a 60% das vendas atualmente.

Disse que esse número representa um sucesso para as pequenas empresas, embora também gere grandes receitas para a Amazon. Destacou os investimentos da varejista para a geração de empregos nos Estados Unidos.

Sundar Pichai, CEO da Alphabet, holding que controla o Google, argumentou que a discussão sobre concorrência no Congresso norte-americano se trata, na realidade, de um debate sobre oportunidade. Como imigrante vindo da Índia, o executivo salientou que sem a longa tradição americana de inovação, o trabalho de sua empresa não seria possível.

O Google possui cerca de 75 mil funcionários nos Estados Unidos e investiu US$ 20 bilhões no país no ano de 2018, ressaltou o CEO, acrescentando que sua organização esteve entre os 5 maiores investidores no país nos últimos três anos.

Já o CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, alegou que o que seria bom para a sua companhia seria bom para os Estados Unidos. A empresa consegue investir em moderação de conteúdo, em ferramentas que ajudam a reduzir as dificuldades provocadas pela pandemia.

O diretor executivo da Apple, Tim Cook, se antecipou a uma possível questão sobre o domínio das Big Tech  e afirmou que não possui uma fatia majoritária de nenhum mercado em que concorre.

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