Lenovo concluirá compra da divisão de servidores x86 da IBM em 1º de outubro

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A chinesa Lenovo anunciou nesta segunda-feira, 29, que vai concluir a compra da divisão de servidores low-end x86 da IBM nesta próxima quarta-feira, 1º de outubro. O valor do negócio, no entanto, será menor do que os US$ 2,3 bilhões anunciados em janeiro, devido a uma mudança na avaliação do inventário e encargos da receita diferida, disse a empresa em comunicado. Assim, ela irá desembolsar US$ 1,8 bilhão em dinheiro e cerca de US$ 280 milhões em ações que serão transferidas à IBM, com base no preço de fechamento de 26 de setembro.

Com a compra da divisão, a Lenovo se torna a terceira maior fornecedora mundial de servidores x86, com receita de US$ 42,1 bilhões, e herda os sistemas System x, servidores e switches blade BladeCenter e Flex System, sistemas integrados x86 baseados em Flex, servidores NeXtScale e iDataPlex e softwares associados, blade de rede e operações de manutenção. A IBM mantém seus mainframes System z, Power Systems, sistemas de armazenamento, servidores Flex baseado em energia, PureApplication e appliances PureData.

"Agora, as nossas prioridades são assegurar uma integração harmoniosa e realizar uma transição suave para os clientes. Através da combinação das soluções da Lenovo, de alcance global, eficiência e excelência operacional, com a qualidade, inovação e serviços da IBM, acredito que teremos vantagens competitivas para nos ajudar a impulsionar o crescimento e tornar a Lenovo num líder empresarial global", disse Yang Yuanqing, presidente e CEO da Lenovo, em comunicado no site da empresa.

A aprovação da transação se arrastava desde janeiro deste ano devido à análise minuciosa do governo dos EUA, que queria se certificar de que o negócio não traria riscos à segurança, já que os servidores x86 da IBM são usados em redes de comunicações do país e em data centers que suportam as redes de computadores do Pentágono.

A Lenovo já enfrentou escrutínio semelhante quando comprou a divisão de computadores pessoais da IBM em 2005. Na época, o Comitê de Investimentos Estrangeiros dos Estados Unidos (CFIUS, na sigla em inglês) aprovou o negócio, mas mais tarde os militares do Pentágono alertaram o Departamento de Defesa sobre incidentes de segurança envolvendo os PCs, o que levou o Departamento de Estado a proibir o uso dos computadores da Lenovo em suas redes nos EUA e no exterior

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