Relatório aponta queda de 33% no volume de ataques cibernéticos no primeiro semestre

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De acordo com o Relatório Semestral sobre Crimes Cibernéticos da LexisNexis Risk Solutions, houve um forte crescimento do volume de transações globais no primeiro semestre de 2020 em comparação com 2019, mas um declínio de 33% no volume de ataques. Isso provavelmente está relacionado ao crescimento da atividade genuína do cliente, devido às mudanças dos hábitos de consumo.

O relatório traz a análise de dados de mais de 22,5 bilhões de transações processadas pela Rede de Identidade Digital da companhia (Digital Identity Network) e revela um crescimento de 37% ano após ano. As transações em dispositivos móveis continuam crescendo, representando 66% de todas as transações provenientes de dispositivos móveis no primeiro semestre de 2020, contra 20% no início de 2015.

A América Latina experimentou as maiores taxas de ataques de todas as regiões do mundo e percebeu picos consistentes nessas taxas de março a junho de 2020. Isso destaca o impacto que a covid-19 teve nas taxas de ataques da região latino-americana. A rede LexisNexi Digital Identity Network processou 740 milhões de transações em toda a América Latina, um crescimento significativo de 63% ano após ano. Este aumento acompanhou o crescimento das taxas de ataques por bots iniciados por humanos e automatizados, que cresceram 23% e 46%, respectivamente.

Notavelmente, Brasil e México avançaram na lista de países com o maior volume de ataques cibernéticos iniciados por humanos. Agora, ocupam as posições 3 e 4, respectivamente, atrás apenas dos Estados Unidos e Canadá. Um exemplo de rede de fraudes na América Latina observou múltiplos fraudadores atacarem quatro bancos e dois gateways de pagamento no Brasil, com mais de US$ 275 mil expostos às fraudes. Essa rede sozinha consistia em 1.600 dispositivos, 9.300 endereços de e-mail e 500 números de telefones.

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