Hurst usa robôs para oferecer investimentos em precatórios

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Com tecnologia própria, a Hurst utiliza robôs para rastrear sites dos tribunais de justiça, diários oficiais e processos judiciais que contenham precatórios, chamados de "títulos públicos judiciais" ou seja, dívidas reconhecidas, líquidas e certas, de governos municipais, estaduais e federal, que podem remunerar o investidor entre 20% e 40% ao ano. Os robôs ("crawllers") buscam os ativos que preenchem as características consideradas ótimas para aquisição.

O desenvolvimento dos chamados "robôs de investimentos" está subvertendo os mercados financeiros, ao derrubar as barreiras da intermediação dominada por grandes instituições e com isso permitir o acesso dos pequenos aplicadores aos mais diversos tipos de ativos. A capacidade de processar informações numa dimensão sobre-humana, diminuiu exponencialmente os custos de transação inerentes à pesquisa, análise e avaliação de riscos e retornos de ativos raros ou pouco visíveis, como é o caso de vários ativos reais – aqueles ativos que estão na economia real, mas fora do mercado financeiro.

A brasileira Hurst Capital dispõe de uma plataforma que permite às pessoas físicas investirem em ativos reais, dentre estes os precatórios, os chamados títulos públicos judiciais, que são dívidas reconhecidas, líquidas e certas de governos municipais, estaduais e federal que podem remunerar o investidor entre 20 e 40% ao ano. Segundo Arthur Farache, CEO da Hurst (foto), esse mercado era inacessível para as pessoas físicas, pois a originação dos ativos é complexa e cara. Era movimentado exclusivamente pelas tesourarias das grandes instituições financeiras e fundos de investimento especializados.

"Desenvolvemos robôs que vasculham os tribunais em busca desses ativos e seus titulares de uma forma muito mais rápida e segura", destaca."Hoje com o que fazemos na Hurst ficou muito simples. Qualquer pessoa consegue investir com R$ 10 mil nesse ativo. Isso porque nos colocamos toda uma camada de prestação de serviço que tipicamente só as grandes instituições financeiras possuem, os grandes fundos. E ainda colocamos uma camada de tecnologia para tornar os processos mais eficientes e mais baratos, fazendo exatamente o mesmo trabalho de um banco ou grande fundo na pesquisa, análise e avaliação desses ativos", explica Farache.

Os robôs vasculham os sites dos tribunais de justiça, diários oficiais e processos judiciais que contenham precatórios, a fim de selecionar aqueles que preencham as características consideradas ótimas para aquisição. "Imagina falar com 20 cedentes diferentes por dia da forma 'manual' como os bancos faziam sem os robôs", assinala Farache. "Com essa tecnologia, a gente consegue acessar muito mais processos e pessoas."

Entretanto, essa tecnologia é específica para os precatórios; diferentes ativos exigem robôs próprios, específicos para adquirir crédito, comprar energia, adquirir imóveis, pois os ativos reais se caracterizam por serem heterogêneos, ao contrário dos ativos financeiros, como Certificados de Depósito Bancário (CDB) ou a poupança, que são verdadeiras commodities. "Estamos sempre estudando ativos diferentes e, daí, precisando criar tecnologias específicas para cada um deles", observa o CEO da Hurst.

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