Foxconn compra Sharp por US$ 3,5 bilhões; valor é menor que o pedido pelos japoneses

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Após crescerem os rumores no mercado, nesta quarta-feira, 30, de que a Sharp anunciaria a compra da Foxconn, gerado a partir do anúncio da suspensão das negociações das ações da Hon Hai Indústria de Precisão, divisão da Foxconn International Holdings, feito pela Bolsa de Taipé, devido a um "grande anúncio", os Conselhos de Administração das duas empresas confirmaram o negócio. A Hon Hai, responsável pela montagem de eletrônicos e principal fornecedora da Apple, será a responsável pela transação.

Em conunicado, os conselhos disseram que aprovaram a oferta de 389 bilhões de ienes (cerca de US$ 3,5 bilhões) para a compra da fabricante japonesa pela companhia taiwanesa. O valor final do negócio é quase US$ 2,5 bilhões abaixo do inicialmente pedido pelos japoneses, que era US$ 6 bilhões. Com a aquisição, a fabricante taiwanesa passa a atuar também nos mercados de telas de próxima geração para os smartphones da Apple, televisores de tela plana e até geladeiras.

Conforme os termos do acordo, a Sharp vai emitir novas ações para a Foxconn em troca de uma injeção de 389 bilhões de ienes, o que dará à companhia taiwanesa o controle da empresa, com 66% de participação em seu capital social. A partir de 2017, essa fatia pode subir para 72%. A previsão é que o acordo definitivo seja assinado  neste próximo fim de semana.

Na semana passada, as empresas se reuniaram várias vezes para tentar fechar o negócio. Na quarta-feira da semana passada, 23, o CEO da Sharp, Kozo Takahashi, se reuniu Terry Gou, presidente da Foxconn, para aparar arestas diante da ameaça da empresa chinesa de desistir do negócio. A ameaça, no entanto, foi considerada por analistas como uma jogada de Gou para tentar reduzir o preço que pretende pagar pelas ações da Sharp em até 100 bilhões de ienes (US$ 890 milhões), após o vazamento ao mercado de que a empresa japonesa tem cerca de 350 bilhões de ienes (US$ 3,14 bilhões) em passivos de dívidas.

A Sharp, que produz telas de cristal líquido (LCD) e televisores, vem amargando prejuízos desde 2012, mas ainda possui uma participação expressiva nos mercados japonês e internacional de eletrônicos. Com agências de notícias internacionais.

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