Ajinomoto do Brasil se conecta a startups por meio de projeto de inovação tecnológica

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A pandemia da Covid-19 provocou rápidas transformações na sociedade e impactou diversos segmentos da economia, mas um canal se destacou de forma positiva: o comércio eletrônico. Segundo pesquisa da ABComm (Associação Brasileira de Comércio Eletrônico), as vendas online no último ano tiveram alta de 68%, em comparação com 2019. A Ajinomoto do Brasil, indústria de alimentos e referência em aminoácidos, acompanhou o movimento do setor e, para consolidar sua presença no e-commerce com a venda de produtos como temperos SAZÓN, refrescos MID e sopas VONO, se juntou à IZ Pay e Mangos, duas plataformas de varejo inteligente com sistema de cashback, que reembolsa consumidores com parte dos valores gastos.

Esses são apenas dois exemplos de iniciativas que surgiram a partir do AjinoLab, programa interno de inovação criado no final de 2019 e que conecta a empresa a startups com o objetivo de encontrar soluções para processos que envolvem desde as linhas de produção nas fábricas, instaladas no interior de São Paulo, até análises de dados no departamento de marketing. Em pouco mais de um ano, 13 startups agregaram sua tecnologia e expertise por meio do projeto.

"Por meio da iniciativa relacionada às vendas online, a Ajinomoto já devolveu aos consumidores quase R$ 1 milhão em produtos com ações de cashback, e alcançamos um retorno de investimento (ROI) 4,5 vezes superior ao valor do aporte inicial. Esse tipo de parceria é muito vantajosa para ambos os lados, pois coloca em prática a criatividade dos parceiros e acelera nossa transformação digital", explica a gerente de inovação da Ajinomoto do Brasil, Juliana Okuda.

Para dar início ao AjinoLab, a empresa contratou a 100 Open Startups, uma iniciativa que funciona como um aplicativo de relacionamento, nesse caso entre startups e empresas, agregando soluções inovadoras às demandas corporativas. A plataforma também é responsável por organizar eventos como a Open Innovation Week (Oiweek), um ponto de encontro virtual que gera oportunidades de negócio. Em março, a Ajinomoto do Brasil liderou o ranking das 100 companhias mais atraentes para startups, que considera critérios de atratividade como quantidade de candidaturas e solicitações de reuniões enviadas.

"Nós pudemos identificar e aplicar soluções para problemas reais, de uma maneira prática e muito democrática, o que permitiu a participação de todos os colaboradores, independentemente de seus cargos. Os resultados são visíveis, mas é necessário ter o engajamento interno, que faz toda a diferença", diz a executiva, que se orgulha do projeto como uma criação regional com potencial para inspirar outras unidades do Grupo Ajinomoto ao redor do mundo.

Além dos parceiros de vendas online, a empresa está se conectando também a uma startup que consegue automatizar a extração e análise de informações de mercado de diversas fontes por meio de big data e inteligência artificial, o que trará agilidade e auxiliará equipes em tomadas de decisão baseadas em dados.

Seletivas com "tubarões"

O processo de seleção das startups se inicia no formato de um famoso reality show de empreendedorismo, na fase conhecida como Pitch Day, em que os candidatos apresentam seus projetos a uma equipe de diretores e gestores da Ajinomoto do Brasil. Devido às restrições da pandemia da Covid-19, as entrevistas têm sido realizadas virtualmente, sendo que cada representante tem apenas um minuto para convencer a bancada a "comprar a ideia".

Até o momento, foram realizados três ciclos temáticos. O primeiro teve como foco a automatização de processos das áreas da divisão de alimentos e o segundo teve como objetivo conectar a empresa a startups que trouxessem tecnologia em alimentos. Já o terceiro ciclo buscou soluções para os processos industriais.

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