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KMPG faz recomendações para empresas terem sucesso ao implantar RPA

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Durante o período de pandemia houve um aumento de procura de soluções de robotic process automation – RPA -, tendo em vista esta tecnologia reduz a dependência de pessoas e traz mais agilidade e eficiência operacional. A informação é de André Haring,  sócio-diretor da KPMG Lighthouse no Brasil, acrescentando que deve haver um cuidado redobrado para que a implementação seja executada com muito cuidado para não haver erros e comprometer o projeto.

“A tecnologia deve ser o meio, exigindo que prevaleça a escolha da melhor solução para determinados processos, uma abordagem que necessariamente não envolva a adoção de RPA, mas que seja a melhor opção para que o processo não seja mantido da mesma forma, quer seja ele simples ou mais complexo”, explica

Ele exemplifica: se uma planilha não está na rede, a pessoa que precisa da informação tem de ligar para outro departamento disponibilizar a informação solicitada. Quando se usa RPA, ele pode direcionar um e-mail para a área de origem da informação de forma automática ou abrir um ticket no service desk. Isso exige que toda a cadeia esteja conectada, com todos os processos integrados.

O primeiro passo exige uma revisão dos processos. O 2º ponto importante, é a necessidade de preocupação em estabelecer a governança de um ambiente robotizado, para que ele produza todos os benefícios da adoção do RPA,  que passa a ficar muito mais sensível a determinadas  situações. Por exemplo, quando o departamento de TI resolve atualizar o Office, se não houver governança dos robôs eles não vão atualizar o browser dos usuários.

É necessário criar um CoE – Centro de Excelência, que pode ser 100% interno, terceirizado ou misto, para que a medida que vai se colocando robôs em funcionamento seja feita uma gestão de mudança, de configuração de forma prática. Essa governança também é muito importante, pois à medida que os robôs começam a “quebrar”, a organização começa desconfiar da adoção dessa tecnologia. Portanto, há necessidade de antes haver uma definição do risco, pois quando isso acontece já se sabe o que vai fazer. O papel do CoE é o acompanhamento do retorno esperado da implantação dos robôs, entender qual o beneficio que se imagina antes da execução.

“Normalmente quando se acessa um site de banco vai haver problema, pois sempre há modificações, e aí o robô vai parar. E isso não pode ser motivo para descrédito”, alerta o executivo.

Tem que avaliar os riscos de zero a dez,  tem que ter processo de contingência para todos os componentes externos  – o analista executa a correção, o processo não pode parar, tem que executar manualmente. “Nesse momento, é preciso que um profissional experiente faça as correções”, alerta Haring.

Inteligência artificial

Outro beneficio da plataforma da RPA é quando você faz  combinação com Inteligência Artificial, uma solução cognitiva. Por exemplo, quando o robô analisa um contrato, todos os aspectos de regras de negócios são aplicadas, em seguida faz o cadastramento no ERP, no departamento jurídico, etc. Esses processos dentro dos sistemas vão alimentar uma base de análise preditiva, para que junto com outros indicadores, possam fornecer informações para tomada de decisão.

Outro ponto importante é a segurança, pois o robô pode ter acesso senhas de diversos de sistemas, com nível de privilegio de acesso, gerencia o cofre de senha do robô, fazendo o login e logout de cada sistemas, motivo pelo qual é necessário uma segregação de senha para não haver conflitos para fins de auditoria.

Para as empresas que pretendem implanta RPA, a melhor abordagem é quando a demanda vem das área de negócios, e se junta com a área de TI desde o inicio das  discussões. “Normalmente a área de negócios não quer o envolvimento da TI, mas é preciso definir arquitetura, processos, plataformas de nuvem, segurança da informação. Ou seja, o melhor caminho quando as áreas trabalham juntas”, finaliza.

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