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Processo de consolidação na indústria de chips deve manter ritmo neste ano, avalia consultoria

Postado em: 01/04/2015, às 17:35 por Redação

O negócio de semicondutores, que nos últimos dois anos vem passando por um período de consolidação, deve manter o ritmo de fusões e aquisições neste ano, de acordo com analistas da Zacks Equity Research, empresa que monitora eventos que afetam as empresas com ações em bolsas e os mercados financeiros. Esse movimento deve ter impacto nos papéis das empresas do setor, apontam eles.

Os analistas ressaltam que, embora o palco esteja montado para uma maior consolidação na indústria de semicondutores, ainda é cedo para prever se essa tendência em 2015 vai ser tão forte quanto no ano passado. Com base nas últimas movimentações de grandes players do setor, porém, eles veem boas possibilidades de um aumento no apetite de empresas para negócios de fusões e aquisições.

Dois casos emblemáticos dessa tendência, segundo os analistas, foram o anúncio, no início de março, da fusão entre a NXP e a Freescale, e as negociações da Intel para comprar a fabricante de chips Altera. A transação de compra da Freescale pela holandesa NXP deve girar em cerca de US$ 12 bilhões, enquanto a aquisição da Altera pela Intel deve chegar a US$ 10 bilhões, a qual, se concretizada, será a maior compra da história da gigante dos chips.

À época do anúncio do negócio, a NXP afirmou que a fusão trará sinergias de cerca de US$ 500 milhões, com economias anuais de US$ 200 milhões, e a empresa resultante será líder do setor dentro dos mercados de semicondutores industriais e automotivos.

Para os analistas, a aquisição da Altera, que fabrica chips programáveis amplamente utilizados em torres de celulares e outras aplicações da indústria, impulsionaria a estratégia da Intel de expandir para novos mercados e ajudaria a minimizar o impacto na receita da empresa causado pela queda nas vendas de computadores pessoais.

Apesar do seu amplo domínio no mercado de chips usados em PCs, a maior fabricante de chips do mundo tem desacelerado em razão da crescente popularidade dos smartphones e tablets, mercado em que a liderança é da britânica ARM, que projeta chips usados em quase todos os dispositivos móveis. No início do mês, a Intel reduziu em cerca de US$ 1 bilhão sua projeção de receita para o primeiro trimestre, para US$ 12,8 bilhões.

Alvos prováveis

Alguns analistas acham que grandes empresas como a Broadcom, cujo valor de mercado é de US$ 26 bilhões, também podem chamar a atenção de potenciais compradores. No entanto, os alvos mais prováveis são empresas menores, semelhantes em tamanho a Altera.

Entre estas, uma forte candidata a aquisição é a Xilinx, avaliada em US$ 11 bilhões, que deve ter pretendentes à altura de uma IBM ou Qualcomm. Para estas duas empresas, por sinal, adquirir uma fabricante de chio FPGA (Field Programmable Gate Array), faria todo o sentido.

Outras duas empresas de chip que podem estar no rol das cobiçadas no mercado, segundo os analistas da Zacks Equity Research, são a Atmel e a Silicon Laboratories. Com valores de mercado bem abaixo de US$ 5 bilhões, o tamanho das duas empresas, por sinal, pode dificultar a sua sobrevivência no cenário atual. Avaliada em cerca de US$ 3,5 bilhões, Atmel tem problemas de crescimento e ganharia um fôlego substancial com a aquisição. Tanto esta quanto a Silicon Laboratories podem ser um negócio interessante e ao mesmo tempo apresentar oportunidades significativas para redução de custos.

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