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Sem arriscar, como inovar?

Postado em: 06/10/2019, às 22:57 por Paulo Marcelo

Na terceira temporada de Stranger Things, aclamada série da Netflix que se passa nos anos 80 e agrega um mix de ficção e fantasia, Nancy passa a estagiar para o Jornal The Hawkins Post. A jovem enfrenta discriminações dos jornalistas – todos homens e mais velhos – e suas ideias são sempre podadas.

Sem entrar aqui no mérito dessa questão, que por si só já renderia outro texto, ela descobre uma história interessante que pode provar seus dotes jornalísticos e vai atrás, com o conhecimento apenas do seu namorado, Jonathan. Ele até tenta impedi-la, mas a empoderada Nancy nesse momento diz: "É melhor pedir desculpas do que pedir permissão". E ela está certa. Apesar do pequeno spoiler, cito Nancy para indicar importantes lições sobre arriscar e inovar.

No mundo real, não se sabe ao certo o autor da frase, mas conhecidos nomes como Chris Schultz, empreendedor e investidor dos Estados Unidos, e Warren Edward Buffett, investidor e filantropo norte-americano, reconhecido pela Forbes como uma das pessoas de maior capital do mundo, também preferiram a frase.

Independentemente do autor, uma lição. No mundo corporativo, repleto de hierarquias, o mais comum, o que é sempre fomentado pelas empresas é o ato de pedir permissão para o que vai ser feito. Afinal, a figura do chefe está lá para isso, não é mesmo? E muitas vezes o profissional não se sente seguro o suficiente para arriscar. Ele quer o aval do superior. Mas o mercado hoje pede agilidade e que talentos se lancem. Como equilibrar a equação dos processos com o ato de arriscar?

Pense o seguinte: uma empresa tem uma diretriz, uma estratégia a ser seguida. Naturalmente, há limites que devem ser respeitados. Mas inovar demanda fazer o novo, quebrar barreiras. Não que os limites sejam desrespeitados, mas nem sempre pedir permissão para testar algo é uma atitude que precisa ser colocada em prática. O líder apresenta o caminho e o time precisa ter confiança para executar o 'como'.

Arriscar, portanto, virou palavra de ordem nesse novo cenário. Parece até utópico. Muitas empresas acham essa atitude ultrajante. Como um talento vai 'passar por cima' do chefe e colocar em prática tarefas sem a permissão dele? Em vez de fazer as coisas "da forma certa", por que não pensar e agir de forma diferente? Basta olhar para as pessoas que se destacaram no mercado, como Steve Jobs e outros inovadores. Você acha que eles pediram permissão para fazer o que achavam certo ou arriscaram e fizeram mesmo assim?

Olhando minha trajetória e para o meu time eu os encorajo a arriscar, colaborar em rede e fazer o novo, mesmo sujeito a desacertos. Acredito ser melhor essa atitude do que ficar com a dúvida do 'e se', com receio de agir. Colocando essa situação em perspectiva da pessoa na posição de decisão. Essa pessoa pode negar um pedido (permissão) ou perdoar uma pessoa. Negar um pedido é bastante simples. No entanto, se a pessoa já executou algo sem a sua aprovação, quais são as suas escolhas? Perdoe ou puna. No fim das contas, estamos falando sobre ousadia, determinação e eficácia.

Paulo Marcelo, CEO da Solutis.

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