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Intel e InCor colaboram em projetos de digitalização de processos na área da saúde

Postado em: 08/10/2019, às 18:58 por Redação

A Intel e o InCor (Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da FMUSP) estão desenvolvendo novos projetos de tecnologia focados na inovação digital voltada para a melhoria de processos do hospital. As soluções buscam oferecer maior precisão nos diagnósticos e tratamentos médicos, além de maior segurança aos pacientes – que ficam menos expostos a possíveis erros.

O resultado esperado é a otimização do tempo dos profissionais, a diminuição do uso de papel e a geração de informações mais precisas, abrindo espaço para que as equipes de saúde atuem com foco ainda maior na humanização do atendimento.
 
Dentre os vários projetos em estruturação, uma solução inédita no âmbito da saúde em nível mundial torna anônimos os dados pessoais de exames diagnósticos por imagens e de sinais biomédicos.
 
São considerados dados pessoais, todas as informações pelas quais é possível identificar o paciente, tais como nome, idade, data de nascimento, dentre outras. Esses dados são inseridos nos exames de imagens e de sinais biomédicos no formato de marca d´água e são essenciais para garantir a segurança do paciente.
 
Embora a importância de sua proteção, uma vez que essas informações não podem ser compartilhadas com terceiros sem o prévio consentimento do paciente, não havia até o momento no mundo uma ferramenta eficaz de anonimização automatizada desse conteúdo.
 
Uma das dificuldades para que isso aconteça é a falta de padrão no local onde ficam armazenados esses dados e também o formato de exibição em cada imagem, que variam significativamente conforme o fabricante do equipamento de diagnóstico e o tipo de exame realizado.
 
A nova solução concebida pelo Laboratório de Informática Biomédica do InCor, liderado pelo Engo Marco Antonio Gutierrez, conseguiu vencer essa barreira. Com base em inteligência artificial, a equipe utilizou métodos de aprendizagem profunda (deep learning) que resultaram na anonimização desses dados pessoais nos exames de imagens médicas e de sinais biomédicos
 
Segundo Gutierrez, ao garantir que não haja a identificação das informações com o paciente ao qual elas se referem, a tecnologia desenvolvida pela parceria InCor-Intel abre caminho para o processamento de grandes volumes de dados de exames em pesquisas científicas de novos diagnósticos e tratamentos. "É uma perspectiva de avanço bastante promissora".
 
O uso da solução está na fase de validação científica, porém, nos ensaios realizados até o momento, o hospital já conseguiu obter resultados com a anonimização dos dados sensíveis dos pacientes com precisão de até 91%, nos exames de imagens médicas e de sinais como eletrocardiograma.
 
"É extremamente importante, nesta fase do avanço tecnológico, que possamos resolver os problemas do século XX com a cabeça do século XXI. Ter melhores processos e controles na área da saúde é uma evolução necessária que afeta toda a sociedade de forma positiva. Na Intel, nosso foco não está apenas em desenvolver as tecnologias necessárias, mas também em fomentar todo o ecossistema, seja por meio de soluções, conhecimento técnico, suporte, doação de horas de nossos especialistas e até networking com outros especialistas do setor para que esta evolução aconteça de fato", afirma André Ribeiro, diretor de novos negócios da Intel Brasil.
 
O projeto criado em 2015 é um exemplo da parceria entre Intel e o InCor, que acontece por meio do Núcleo de Projetos de Inovação, o InovaInCor, ligado à  Fundação Zerbini, entidade de apoio ao Instituto do Coração. 
 
A Intel e o InCor possuem como objetivo transformar o conhecimento em inovação tecnológica e criar uma produção científica que abasteça o setor e atenda às demandas da sociedade, principalmente relacionadas às áreas cardiovascular e respiratória. Para atingir esse propósito, ela promove a sinergia entre pesquisadores, empresas, institutos de fomento e governo.
 
"Quando falamos de inovação, naturalmente as pessoas a vinculam com novas tecnologias, produtos disruptivos, mas a gente percebe que ela só é realmente efetiva quando você transforma a vida das pessoas, sobretudo, por meio da educação e conscientização, tanto para o paciente quanto para o profissional que precisa utilizar as novas ferramentas digitais", diz Guilherme Rabello, gerente Comercial e de Inteligência de Mercado do InovaInCor.
 
"Nosso projeto com a Intel vai muito além do desenvolvimento de pilotos e protótipos, pois se ficássemos limitados a essa fase, não estaríamos preparando nossos profissionais que vão agir como transformadores da saúde no futuro, que é justamente nosso objetivo: impactar e transformar efetivamente esta cadeia da saúde", conclui Rabello.

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