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Cinco principais tendências de storage neste ano

Postado em: 10/05/2015, às 20:56 por Rodrigo Cabral

As grandes tendências na área de tecnologia como computação em nuvem, mobilidade, mídia social e big data tem provocado uma mudança radical na forma como a TI atua e no seu papel como parceira de negócios dentro das organizações. Cada vez mais a TI vem sendo cobrada por uma atuação mais estratégica de geração de receita e otimização de processos para redução de custos corporativos.

Em 2014 vimos grandes mudanças nas empresas para se movimentarem rumo a TI do futuro, uma TI capaz de colocar novos projetos no ar em pouquíssimo tempo, reduzir o tempo de operação e gerenciamento da infraestrutura e habilitar as áreas de negócio para trabalharem com mais e melhores informações e maior produtividade. Esta tendência continua em 2015 com tecnologias que eram promessas se tornando realidade e soluções restritas a grandes corporações ficando mais acessíveis a pequenas e médias empresas.

O mundo do armazenamento de dados (storage) tem acompanhado e muitas vezes puxado esta inflexão como um dos principais componentes na elaboração de uma TI mais ágil, eficiente e estratégica. Vejamos algumas das principais tendências de storage deste ano:

Explosão do flash

Se até 2014 os storages utilizando discos flash eram restritos a grandes empresas com necessidades de altíssima performance para suas aplicações, utilizando flash principalmente como cache, neste ano o flash ganha status de "mainstream", sendo utilizado como armazenamento principal em soluções "all flash" e principalmente híbridas (mais de 90% do mercado flash SAN), com grande adoção também em empresas menores.

Custo por gigabyte se aproximando dos discos SAS 15.000 RPM e tecnologias mais eficientes para fazer a movimentação dos dados entre diferentes tipos de discos (inclusive entre as distintas tecnologias SLC/MLC), os discos flash já representam uma fatia importante do mercado de storage externo e devem crescer mais de 30% este ano segundo relatório do TBR, superando qualquer outra tecnologia de servidor e storage.

Storage definido por software

Há algum tempo, o mercado discute o conceito de storage definido por software e, a exemplo de outras tendências tecnológicas, essa sigla ainda tem diferentes definições. No entanto, ao longo deste ano, deve existir um maior consenso da indústria sobre esse termo, por conta do aumento no número de implementações, na maior robustez das soluções definidas por software e na flexibilidade de ofertas dos fabricantes.

As soluções "software only", onde o software de gerenciamento de dados está integrado ao sistema operacional ou usa drivers de I/O para suportar uma infraestrutura de servidores e gavetas de expansão heterogêneas, tem ganhado tração principalmente em projetos específicos (NAS, vídeo, CCTV) e aplicações tier 2, onde o custo por gigabyte é o menor possível e os requisitos de gerenciamento dos dados são mínimos e nas soluções chamadas "cheap and deep" (baixo custo e grande capacidade).

Plataformas hiperconvergentes

Plataformas hiperconvergentes, que integram fortemente recursos de computação (servidores), armazenamento e virtualização, estão ganhando ainda mais popularidade. Essas soluções representam uma ótima maneira de os profissionais de TI reduzirem a complexidade dos data centers, com plataformas que sejam escaláveis de forma quase ilimitada, mais fáceis de gerenciar e de administrar seu crescimento.

Apesar de, no momento atual, possuírem compatibilidade de hardware restrita, estas soluções também são consideradas uma forma de storage definido por software, e vêm despontando fortemente em ambientes de VDI e nuvens privadas, onde se busca a implantação de um modelo de TI de infraestrutura como serviço, altamente dinâmico e de difícil planejamento de demanda. Com maior capacidade de IOPS (input/output de operações por segundo) e mais armazenamento por nó de processamento devido a servidores maiores e configurações mais flexíveis, neste ano também iremos ver mais soluções hiperconvergentes como base de aplicações de missão crítica e alta performance, como grandes bancos de dados.

Igualdade de classes

Assim como o flash está cada vez mais acessível a empresas pequenas e médias, novos arrays de pequeno e médio porte estão invadindo o mercado com features e funcionalidades do mundo corporativo. Funções avançadas de gerenciamento e proteção de dados, como replicação síncrona, virtualização e pooling de discos, thin provisioning, deduplicação, compressão e alta integração com ambientes Microsoft e VMware já estão fazendo parte do dia a dia das pequenas e médias empresas.

Os novos arrays são inteligentes, virtualizados e tem ótima performance, porém um baixo custo de aquisição por possuírem hardware mais otimizados e integrados, além de licenciamento de software inovador, mais focado em sistemas de menor capacidade de expansão. Com estas novas soluções, as empresas de menor porte estão se capacitando melhor e implantando infraestrutura com alta disponibilidade para todas as suas aplicações, ambientes de disaster recovery e recuperação de dados com baixíssimo RPO e RTO.

O declínio dos gigantes

Com a performance do flash onipresente e softwares inteligentes entregando recursos corporativos em sistemas de pequeno e médio porte, as grandes empresas estão começando a repensar o modelo de aquisição e utilização de seus grandes storages monolíticos.

Novas tecnologias e soluções de federação e scale out (escalonamento horizontal) que facilitam a movimentação de dados e o gerenciamento integrado entre distintos sistemas de armazenamento estão permitindo a implementação de uma infraestrutura de armazenamento distribuída, com custos de aquisição severamente mais baixos que um sistema único de grande porte, porém sem onerar os esforços de gerenciamento. Este modelo de múltiplos sistemas permite um menor custo total de propriedade (TCO), além de maior agilidade para atender aos projetos departamentais e permitir investimentos menores à medida que estes forem necessários.

*Rodrigo Cabral é gerente de marketing de storage da Dell Brasil.

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1 Comentário

  1. Avatar Fabio Galerani disse:

    Cabral, Parabéns pelo artigo 🙂

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