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Fundos de ações de empresas de tecnologia estão entre os de melhor rendimento nos EUA

Postado em: 11/03/2015, às 13:55 por Redação

O naufrágio dos fundos de ações de empresas do setor de tecnologia começou há quase 15 anos, com o estouro da bolha da internet em 2000, quando chegaram a cair mais de 50%. Desde então, a maioria dos investidores passaram a nutrir certa desconfiança em relação a esses fundos. Mas, na última década, esse cenário começou a mudar, fazendo com que se tornassem altamente lucrativos.

Nos últimos dez anos, os fundos de tecnologia renderam, em média, 9,86% ao ano, contra 7,99% do índice Standard & Poor's 500, de acordo com um relatório da Morningstar. Até agora neste ano, os fundos de tecnologia renderam 4,17%, contra 1,41% do S&P 500.

Na avaliação do gerente do fundo T. Rowe Price Global Technology (PRGTX), Joshua Spencer, as empresas de tecnologia que sobreviveram ao estouro da bolha das pontocom emergiram mais fortes e com mais experiência. "As que passaram ao largo da bolha, procederam, em muitos casos, corte de custos, reestruturação e melhoraram seus balanços, mesmo quando a economia estava bastante forte", disse ele ao diário USA Today.

Nos últimos 12 meses, as ações que mais subiram foram as dos fabricantes de chips de computador, que passaram a realizar uma melhor gestão de seus estoques e dos ciclos de produtos do que na década de 1990. "Os estoques não ficaram elevados como costumavam ficar" disse Spencer. Agora, os preços de muitas ações de empresas de semicondutores subiram em relação aos salários, o que os torna menos atraentes, segundo ele.

Hoje, o mercado de tecnologia é disputado basicamente por gigantes mais antigos, com dinheiro em caixa, como Microsoft e Apple, cujas ações têm se comportado bem. Atualmente, as ações de tecnologia da informação pagam 14,9% dos dividendos no índice S&P 500, contra 14,6% das empresas do setor financeiro, segundo Howard Silverblatt, analista sênior de índice S&P Dow Jones Indices.

Papéis atraentes

Até 2009, as empresas de tecnologia não eram atraentes para os investidores, segundo os analistas. Mas algumas empresas que não foram abertas durante a bolha da internet se tornaram bastante atrativas, começando com o Google, que pode facilmente registrar crescimento de 20% na receita em 2016. Mas há também novatas como o site da rede imobiliária Zillow, considerado um dos maiores portais de compra e venda de imóveis dos Estados Unidos, que caíram nas graças dos investidores.

"Qualquer venda de uma casa passa pelo Zillow", disse Spencer. "Cada vez mais, os compradores encontrar uma casa no Zillow, antes de consultar um corretor. E isso tem acarretado em um monte de dólares em anúncios para o portal." Segundo ele, as empresas de tecnologia já respondem por quase 18% do índice S&P 500, mas, de todo modo, aconselha os investidores a pensar cuidadosamente se querem acrescentar mais a suas carteiras.

Analistas questionam, porém, se não estaríamos no caminho de uma nova bolha, e citam como indício disso IPOs recentes, como do Alibaba, e as aquisições como a do Waze, por R$ 1,3 bilhão. Mesmo com este diagnóstico, muitos também reconhecem que os agentes econômicos não devem se abster de participar do mercado sob pena de perder as oportunidades de ganho existentes.

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