É aceitável monitorar as atividades das crianças na internet?

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Suspeito que eu não tenha sido o único pai surpreendido pela última pesquisa da AVG Technologies em seu projeto “Digital Diaries”, a qual revelou que a maior parte das crianças alcança a maturidade digital – habilidade similar à de um adulto quando o assunto é tecnologia – por volta dos 11 anos de idade.

Minha primeira reação foi descrédito. Mas a realidade foi mostrada. É bem possível que meu filho agora tenha a mesma habilidade que eu para navegar na internet. Mas, quando penso em todas as implicações que isso gera, é um pouco assustador por apresentar um novo desafio para mim, que sigo para o próximo estágio da paternidade.
Quando penso sobre o assunto,  pré-adolescentes frequentemente parecem mais velhos e desprendidos no mundo lá fora do que dentro de casa. Eles experimentam mais “ação” enquanto curtem com seus amigos no shopping do que em casa, em um ambiente relativamente controlado. Para o bem ou para o mal, é tudo parte do crescimento.

Então, certamente meu filho deve ser influenciado por o que ele encontra na internet e, provavelmente, de forma profunda. Mas a que meu filho está sendo exposto? Como isso está impactando seu comportamento e visão de mundo? Quão madura é a maturidade digital do meu filho?

A última pesquisa da AVG indica que 58% dos pais de pré-adolescentes entre 11 e 13 anos admitem que seus filhos possuem conta no Facebook, apesar das restrições de idade. O que eles fazem ali? Entretanto, 42% dos jovens entre 10 e 13 anos passam mais de duas horas por dia enviando mensagens de texto. Trocando mensagens com quem? Sobre o que?

Eu gostaria de saber, assim como a maioria dos pais, pois 72% dos entrevistados nos Estados Unidos admitiram que acessaram os computadores de seus filhos para saber o que andavam fazendo.

Será que estou prestes a ir tão longe? E se eu encontrar algo? Não teria outra escolha a não ser confrontar meu filho. Isso não prejudicaria a confiança que ele conquistou com o passar dos anos? Colocaria em risco nosso forte vínculo?

Acredito que as crianças devem ter uma generosa porção de privacidade. Quanto mais nos intrometermos, mais se especializarão na arte de manter segredos. Mas é ingenuidade pensar que uma criança será 100% confiável e, quando se trata de vida online, as menores mentiras podem ter consequências devastadoras.

Os casos de bullying e perseguições por meio da Internet, que regularmente são manchetes em todo mundo, mostram que a mentira define se serão casos de vida ou de morte. Afinal de contas, como proteger nossas crianças quando nós não sabemos ao certo se elas estão navegando em águas turbulentas?

Então, volto para o ponto inicial. Devo espionar meu filho? Isso é espionagem? O que você acha? Você checa as atividades de seus filhos na internet? Eles sabem? Isso os incomoda?


Tony Ascombe é embaixador mundial de produtos free da AVG Technologies

*A pesquisa desse projeto foi conduzida pela ResearchNow para a AVG. Foram entrevistados 4000 pais de crianças entre 10 e 13 anos em 10 países do mundo.

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