Oracle reforçará investimento no mercado latino-americano

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"Nos últimos dois anos, a Oracle aumentou em 20% ao ano o quadro de empregados na América Latina  e deve manter esse índice no próximo ano, o que mostra o nosso comprometimento com os escritórioa locais e com os clientes." A informação é de Mark Hurd, presidente da Oracle Corporation, acrescentando, que isso também é reflexo do crescimento econômico e da importância da América Latina para os negócios da empresa.

A Oracle reuniu a imprensa de vários países da América Latina, em sua sede, na cidade de Redwood City, na Califórnia, nesta terça-feira, 17, para apresentar as estratégias e portfólio de produtos recentes.

Sem revelar números, Hurd salientou que a região teve um crescimento acelerado nos últimos anos, o que justifica o entusiasmo com o mercado, onde a empresa pretende aumentar a participação e o reconhecimento da marca. "Estive presente nas duas últimas edições do Oracle Open Word, em São Paulo, sendo que a última reuniu mais de 12 mil pessoas. E irei à próxima", adiantou.

O executivo disse ainda que a subsidiaria brasileira investirá mais em recursos para atender grandes clientes, deixando a cobertura geográfica para os parceiros de negócios, de acordo com a densidade de cada região. "Queremos ter mais efetividade, qualidade e treinamento do parceiro."

A empresa, que investiu US$ 4,5 bilhões em pesquisa e desenvolvimento no ano passado, pretende usar parte desses recursos na América Latina num centro de desenvolvimento e suporte a aplicações para mercados verticais, como finanças, utilities, saúde, varejo e na localização de produtos nos idiomas português e espanhol. "Temos dinheiro em caixa e vamos suplementar os investimentos em pesquisa", disse.

Questionando sobre se a Oracle tem planos de fabricar produtos no Brasil, Hurd foi evasivo, mas disse que seria uma possibilidade, pois "o país é um bom mercado de hardware e tem boa capacidade de pessoal técnico".

Na nuvem

Hurd explicou que a estratégia da empresa é investir em cloud computing, oferecendo uma solução integrada de hardware e software, que contemple tudo que é necessário para ser construir uma nuvem pública, privada ou mesmo híbrida, baseada em servidor, storage, software e engenharia de integração. Ele se mostra entusiasmado com a computação em nuvem, principalmente por ser dirigida a empresas que querem inovar e reduzir custos. "Os clientes querem simplicidade, não estão interessados em tecnologia de aramazenamento, de sistemas etc. Eles querem é serviço. Por isso, uma de nossas estratégias é simplicidade em TI."

O executivo disse ainda que as empresas hoje estão às voltas com a complexidade. "O mercado de comércio eletrônico faz mais de US$ 34 bilhões em transações. A maioria dos clientes se conecta com seus clientes através de dispositivos móveis. Para tratar esse volume de informação, nós temos um banco de dados que pode ser comprimido 10 vezes, sem usar deduplicação e outras tecnologias", salienta Hurd.

Fazendo uma analogia, a Oracle quer se tornar para o mercado corporativo o que é a Apple para o consumidor final, oferecendo hardware e uma suíte de aplicações integradas, já que ela tem mais de 50 produtos e softwares para mercados verticais, além de um batalhão de funcionários que somam 32 mil desenvolvedores e engenheiros, 18 mil profissionais de suporte, 17 mil especialistas em serviços de consultoria e mais de 20 mil parceiros de negócios, dos quais e 500 no Brasil e 1,8 mil nos demais países da América Latina.

*O jornalista viajou à Redwood City a convite da empresa.

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