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Experiência de download no Brasil é satisfatória, mas upload fica abaixo de outros países da AL, revela estudo

Postado em: 18/06/2019, às 19:01 por Redação

O Brasil possui uma boa experiência de download (13 Mbps), mas a taxa de upload fica abaixo de outros países latino-americanos – 4,5 Mbps contra 4,8 e 5,8 Mbps da Argentina e Chile, respectivamente. Nenhum país do mundo conquistou uma classificação excelente de experiência de vídeo. Esta informação faz parte do estudo feito pela Opensignal, empresa de análise móvel.

O relatório "O estado da experiência de rede móvel – Benchmarking mobile na véspera da revolução 5G" – tem como objetivo analisar a experiência de rede móvel 4G global, em 87 países. 

Para este relatório, a Opensignal coletou e analisou mais de 139 bilhões de medições feitas em 43.614.234 dispositivos usando o Opensignal App durante um período de quatro meses (1º de janeiro a 31 de março de 2019) usando como métricas a análise de disponibilidade 4G, experiência de vídeo, experiência de velocidade de download e de upload, além de latência – ou seja, de experiência desde o momento da captura do vídeo até o momento que o streaming é transmitido no dispositivo conectado via 4G.

Disponibilidade 4G

Essa métrica mostra a proporção de tempo que o usuário que possui um dispositivo 4G tem essa conexão disponível. A Coreia do Sul é o principal país quando o assunto é disponibilidade da rede 4G, com 97.5% de disponibilidade. Japão e Noruega também figuram na lista como destaque, com 96.3% e 95.5%, respectivamente.

América Latina: a maioria dos países da América Latina obteve uma faixa de 70% a 80% para a disponibilidade de 4G, com apenas Peru e Panamá com pontuações acima de 80%. O Equador obteve uma pontuação abaixo dos 60%. O Brasil está na lista, porém, com uma disponibilidade muito menor, de 72%.

Experiência de vídeo

Essa métrica quantifica a qualidade de vídeo experimentada pelos usuários. As notas vão de 0 a 100. Nenhum mercado conquistou uma classificação excelente de experiência de vídeo. No entanto, a Europa foi a região com melhores classificações.

América Latina: a maioria dos países da América Latina obteve a classificação Fair Video Experience (40-55), com apenas Bolívia, Argentina, México e Paraguai obtendo melhores qualificações. O Brasil, inclusive, também ficou nessa categoria, com 52.1 de nota.

 Experiência de velocidade de download

Coreia do Sul foi o único país a alcançar  mais de 50 Mbps de velocidade de download. A maioria dos países pontuam no intervalo de 10 a 20 Mbps. No entanto, esta métrica teve pontuações bem variadas,sendo o menor número o do Iraque, 1.6 Mbps.

América Latina: a região segue o mesmo padrão dos demais países, com uma média entre 10 a 15 Mbps de experiência de download. O México liderou a região com uma velocidade média de 14,9 Mbps, seguido pelo Brasil, em 13,0 Mbps.

Experiência de velocidade de upload

A maior variação entre a velocidade de upload acontece entre os países que estão no top 10.  O país líder, a Dinamarca (15.3 Mbps), e décimo colocado, o Canadá (10.2 Mbps), tiveram mais de 5 Mbps de diferença entre si.

América Latina: na região, o Brasil obteve 4.5 Mbps de velocidade de upload. Nossos vizinhos, Argentina e Chile, ficaram com 4.8 e 5.8 Mbps, respectivamente.

Experiência de latência

Essa métrica verifica a experiência desde o momento da captura do vídeo até o momento que o streaming é transmitido no dispositivo conectado via 4G.

Nenhum país do mundo analisado consegue chegar a experiência de latência de 30ms, que seria uma média excelente. Em apenas 13 dos 87 países, a pontuação média da experiência de latência é inferior a 40 milissegundos.

América Latina: há apenas um país latino-americano na primeira metade da tabela de classificação de latência: o Chile, que marcou 52,2 ms. Quase todos os outros mercados da região tiveram pontuações pelo menos o dobro do país de menor latência, que é Cingapura, que marcou 30,7ms. O Brasil possui uma experiência de 71,5 ms. Nossa vizinha, Argentina, ficou com 58.9 ms.

Conclusão

No estudo, a Opensignal concluiu que, apesar da análise do 4G trazer resultados pouco satisfatórios para alguns países, o 5G não irá apenas fornecer velocidades mais rápidas. A nova tecnologia fornecerá uma cobertura de capacidade, construída usando novas bandas de espectro de alta-frequência que ajudarão a melhorar o congestionamento que impacta a experiência da rede móvel 4G.

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