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Para presidente do Itaú, tornar o banco cada vez mais digital é única forma de enfrentar as fintechs

Postado em: 21/06/2016, às 21:14 por Erivelto Tadeu

O surgimento das fintechs, startups de serviços financeiros, são um grande desafio para os bancos, mas ao mesmo tempo elas abrem várias oportunidades para que as instituições financeiras melhorem a qualidade e capacidade de atendimento por meio de canais digitais. A avaliação é do presidente-executivo do Itaú, Roberto Egídio Setúbal, que reconhece a dificuldade de concorrer com as fintechs em qualidade e agilidade.

O executivo disse acreditar, porém, que mais que a perda de mercado, os bancos sofrerão uma redução nas margens de lucro com a concorrência das fintechs. Contudo, ela acha que os bancos podem fazer parcerias e aprender muito com essas startups. "Podemos estabelecer uma relação ganha-ganha e isso se tornar uma tendência nos próximos cinco ou dez anos", disse ele, acrescentando que no ano passado fez uma série de visitas a empresas do Vale do Silício, na Califórnia, inclusive ao Google, para conhecer de perto esse fenômeno e avaliar as possibilidades.

Em painel no CIAB 2016, nesta terça-feira, 17, em São Paulo, Setúbal frisou que há uma grande transformação no mundo, com muita coisa acontecendo. "As tecnologias já impactam a sociedade há bastante tempo. A diferença, agora, é a velocidade com que essas transformações ocorrem", lembrou, ressaltando que por isso toda a estratégia do Itaú hoje está concentrada na transformação tecnológica diante da massificação dos dispositivos móveis e da internet.

Para ele, essa transformação exige, no entanto, uma mudança da cultura interna para que o banco se torne cada vez mais digital. "Nunca tive tanto envolvimento com tecnologia como estou tendo agora", disse. Setúbal avalia que o ambiente digital abre uma série de oportunidades para instituições financeiras explorarem volumes gigantescos de informações para criar uma nova cultura de gestão. "As tecnologias de big data podem dar uma grande vantagem competitiva aos bancos em relação a fintechs, assim como a computação em nuvem vai reduzir de forma significativa os custos operacionais."

Setúbal também citou a política de abertura das interfaces do banco para impulsionar inovação. "Estamos priorizando uma arquitetura mais aberta, com APIs que permitam que desenvolvedores trabalhem com nosso sistema de forma segura, que podem abrir novas possibilidades dentro e fora do banco."

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