China e Rússia vão criar fundo de US$ 200 mi para investimentos em TI, robótica e telecom

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O centro de inovação russo Skolkovo e a empresa chinesa Cybernaut Investment Group assinaram acordo para constituição de um fundo conjunto de US$ 200 milhões, que visa a criação de uma incubadora de empresas russo-chinesas, um centro de robótica e um fundo de capital de risco. Conforme os termos do acordo, ao menos 15 empresas-residentes de Skolkovo terão acesso à incubadora de empresas, que terá foco em pesquisa e desenvolvimento (P&D), segundo informaram as empresas em um comunicado.

O fundo conjunto russo-chinês vai se concentrar em empresas da área de tecnologia da informação (TI) e robótica, bem como em tecnologias espaciais e de telecomunicações, eficiência energética e novos materiais, disse o comunicado.

O acordo, que foi anunciado esta semana em um fórum em Pequim, está previsto para entrar em vigor no terceiro trimestre deste ano.

A criação da incubadora conjunta conta com forte apoio do governo russo e tem como objetivo estimular a inovação entre as duas superpotências mundiais. O vice-primeiro-ministro da Rússia, Arkady Dvorkovich, classificou o acordo como um "passo importante para o desenvolvimento da cooperação russo-chinesa na área de inovações" e cita a experiência de ambos os países para que ela seja bem-sucedida.

"Nos últimos anos, a China tem feito grandes avanços no desenvolvimento de alta tecnologia; criou grandes parques tecnológicos e desenvolveu com sucesso as suas próprias empresas de alta tecnologia, algumas das quais se tornaram marcas globais. A Rússia, por sua vez, sempre se destacou na pesquisa científica. Temos grave know-how na área de nuclear, espacial e tecnologias de informação. Estou certo de que, unindo esforços, a Rússia e a China podem alcançar o sucesso substancial no desenvolvimento de inovações e, assim, dar um contributo significativo para o nosso desenvolvimento econômico mútuo", disse ele à revista Forbes. "As primeiras empresas chegarão [à Rússia] em cerca de 1,5 ou 2 anos", completou.

O Centro Nacional de Estudo da Opinião Pública (VTsIOM na sigla em russo) realizou uma pesquisa segundo a qual 66% dos entrevistados de diferentes regiões do país acreditam que a China pode substituir os países ocidentais como parceiro econômico da Rússia. "A nossa política em direção aos chineses é simples: manter todas as relações comerciais existentes com a União Europeia, mas criar um mercado do mesmo volume com a China", disse o comissário russo para os Direitos dos Empresários, Boris Titov.

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