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Após acusões dos EUA, China planeja novos procedimentos para adquirir produtos de TI

Postado em: 23/05/2014, às 17:08 por Redação

Após as ameaças de retaliação aos Estados Unidos devido ao indiciamento pelo Departamento de Justiça (DOJ), na segunda-feira, 19, de cinco oficiais do Exército chinês, acusados de roubo de segredos industriais e comerciais de empresas americanas, o Centro de Informação de Internet da China (Ciric), agência estatal que controla a internet no país, disse que o governo chinês pretende estabelecer novos procedimentos para avaliar potenciais problemas de segurança com tecnologias de internet e serviços utilizados por setores de segurança nacional e de interesse público, informou a agência de notícias estatal Xinhua.

Entre os novos procedimentos estão "estipular avaliações de segurança de internet para produtos de tecnologia da informação e de seus fornecedores que entram no mercado chinês", informou a agência de notícias, citando Jiang Jun, representante do Ciric. "As medidas têm como propósito "prevenir que produtos de fornecedores controlem de forma ilegal [como backdoors] sistemas de usuários, interferindo ou interrompendo esses sistemas, ou coletando, armazenando, manipulando e explorando informações de usuários", disse ele a Xinhua.

"As novas regras parecem ter sido preparadas há algum tempo, e o momento de sua entrada em vigor não é mero acaso", disse Duncan Clark, presidente da BDA China, que assessora investidores nos setores chineses de alta tecnologia e internet. "Eu não acho que qualquer uma dessas coisas seja coincidência, em termos deste tema específico, porque eles estão à procura de medidas para retaliação", disse Clark, em entrevista por telefone de Pequim ao New York Times. "Mas, desde que surgiram as denúncias de Edward Snowden, eles têm sido cada vez mais preocupados com a segurança na internet."

De acordo com a Xinhua, os produtos e serviços que não atenderem aos requisitos de segurança serão excluídos do uso na China. "O veto incidirá sobre produtos e serviços TI utilizados em comunicações, finanças, energia e outras indústrias-chave que dizem respeito a segurança nacional e aos interesses públicos", disse Li Jingchun, um engenheiro do Centro Nacional de Pesquisa da China para a Segurança da Informação Tecnologia.

As empresas afetadas podem incluir Cisco Systems, IBM e Microsoft, conforme sugere um comentário sobre a nova política no site do jornal estatal China Daily. Os novos procedimentos podem obrigar essas empresas a compartilhar dados e tecnologias sensíveis, como processos de criptografia. "Esta é uma demanda que tem sido uma fonte de atrito comercial com a China", disse Clark, acrescentando que o espectro pode ser bastante amplo. "Nós temos a camada de equipamentos, temos a camada de software, mas também temos um monte de aplicativos e criptografia."

As novas medidas serão uma grande dor de cabeça para as empresas que vendem hardware e serviços de internet na China, especialmente para órgãos do governo. Os relatórios sugerem que as empresas estrangeiras foram coniventes com espionagem e coleta de dados ilegais. "As empresas estrangeiras já estão sendo atingidas e será realmente difícil", disse James McGregor, presidente para a região da Grande China da APCO Worldwide, que assessora empresas sobre o investimentos e regras do governo chinês.

O Centro de Informação de Internet da China não considera as verificações de segurança como retaliação pelo indiciamento de cinco oficiais do Exército chinês. Mas na terça-feira, 20, um funcionário do Ciric, que não quis dar seu nome, fez essa ameaça, diz o jornal americano.

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