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Ações de tecnologia desabam em meio a temor de desaceleração da economia chinesa

Postado em: 24/08/2015, às 16:08 por Redação

As bolsas no mundo todo desabaram nesta segunda-feira, 24, em meio aos temores sobre a desaceleração da economia chinesa, apesar dos esforços das autoridades para tentar tranquilizar os investidores.

Os dois principais índices das bolsas chinesas, o de Xangai e o de Shenzhen, caíram fortemente, o que gerou certo pânico nos mercados. Xangai liderou a queda. O índice composto da bolsa chinesa caiu 8,49%, a 3.209,91 pontos, e está perto de zerar seus ganhos neste ano. Foi a maior queda diária desde o auge da crise financeira global em 2007. Já a Bolsa de Shenzhen, a segunda maior da China, registrou queda de 7,70%, a 1.882,46 pontos.

Segundo analistas, as ações estavam sobrevalorizadas. No pico, as empresas de tecnologia chinesas, por exemplo, tiveram suas ações negociadas com um ágio ainda maior do que o da Nasdaq no estouro da bolha no ano 2000.

Tudo isso, é claro, gerou reflexos nos mercado europeu e norte-americano, fazendo com que as bolsas sentissem o impacto da queda. O índice Standard & Poor's 500, que reúne as principais indústrias americanas, teve retração de pelo menos 2% no período da manhã, sendo que as perdas mais pesadas foram de algumas das ações mais badaladas, como do Netflix e da Amazon.com, que caíram mais de 4%.

Os papéis da Apple, que haviam recuado 1,9% na semana passada, chegaram a registrar baixa de 3,3% nesta segunda-feira na Nasdaq — a bolsa de tecnologia fechou o dia em queda de 3,82%. E isto, a despeito de o CEO Tim Cook ter antecipado à CNBC que a empresa deve ter um trimestre bastante promissor na China, em decorrência do "forte crescimento" nas vendas nos meses de julho e agosto. As ações da empresa tiveram queda atenuada no decorrer do pregão e encerraram o dia em baixa de 2,5%, negociadas a US$ 103,12.

A IBM foi outra que sentiu os reflexos da queda das bolsas mundiais, cujas ações atingiram pico de baixa de 4,2% nesta segunda, embora no meio da tarde tenham reagido um pouco, fechando em queda de 3,61%, cotadas a US$ 143,47. Já as ações do Alibaba, que são negociadas na Bolsa de Nova York (NYSE), encerraram o pregão em baixa de 3,49%, vendidas a US$ 65,80.

Até mesmo o Google, cujas ações vinham registrando alta nas últimas duas semanas em razão do anúncio de uma ampla reestruturação, que culminou com a saída de Larry Page do cargo de CEO, e a nomeação de Sundar Pichai para o seu lugar, além da criação da Alphabet, que irá operar como holding do Google e outras empresas do grupo, viu seus papéis atingirem queda da 7,5%, logo após a abertura do pregão.

Há muito que se especula no mercado sobre o risco de estouro de uma nova bolha tecnológica, já que boa parte das ações, principalmente de internet, tem atingindo picos próximos ao registrado durante a bolha de 2000, de 5.132 pontos. Em março deste ano, o Nasdaq Composite, por exemplo, principal índice da bolsa eletrônica que avalia o desempenho médio das empresas de TI, telecomunicações e biotecnologia, atingiu 5.000 pontos.

Embora o índice tenha caído nos últimos meses, analistas que acompanham o setor vinham insistindo que muitas ações de tecnologia ainda continuavam sobrevalorizadas. O que, agora, com a retração chinesa, segundo esses analistas, deve fazer com que voltem a um patamar mais realista.

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