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Cerca de 20% dos pequenos comerciantes no Brasil ainda não usam código de barras, diz pesquisa

Postado em: 30/06/2015, às 15:52 por Redação

Uma pesquisa recente, encomendada pela Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil para avaliar a penetração do uso do código de barras no varejo, revelou que cerca de 20% dos pequenos comerciantes no país ainda não usam o padrão. Para João Carlos de Oliveira, presidente da GS1 Brasil, produtos "artesanais", de pouco volume, tipo hortifrutis, entre outros, ainda não se beneficiam do uso do código para conseguir mais eficiência na cadeia logística, que se encaixam na categoria de bens não duráveis.

No ano passado, o setor supermercadista respondeu por 5,3% de participação no PIB do Brasil, segundo a Associação Brasileira de Supermercados (Abras). O faturamento do setor foi de R$ 294,9 bilhões (alta de 1,8% em relação a 2013). Deste total, estima-se que as vendas efetivadas com base no código de barras no varejo corresponderam a R$ 189 bilhões.

Os resultados da pesquisa, intitulada "O uso do código de barras no Brasil: empresas e consumidores", feita em parceria com a consultoria H2R Pesquisas, surpreenderam por demonstrar o grau de maturidade em relação à automação de processos e de adesão ao código de barras em processos de gestão, apesar de 80,65% dos produtos vendidos pelas empresas terem seus produtos identificados por código de barras. Se forem considerados aspectos financeiros, o número é ainda maior — as empresas afirmam que 81% do faturamento está atrelado a produtos com código de barras.

Em relação à importância do código de barras para a eficiência administrativa e operacional, 92% das empresas afirmam ser relevante para suas vendas, e 88% alegaram que sua gestão é diretamente impactada pelo código.

Perfil das empresas

A pesquisa realizada neste primeiro semestre do ano entrevistou 154 empresas de pequeno, médio e grande porte, além de 535 consumidores nas cinco regiões do país. As companhias participantes atuam nos segmentos de  indústria, agronegócio e comércio (atacado e varejo). O universo abrangido é o de empresas que oferecem produtos da categoria de bens não duráveis identificados por código de barras ao consumidor final.

A base da amostragem reúne empresas que faturam acima de R$ 60 mil ao ano, sendo que a maior parte delas (32%) fatura entre R$ 360 mil e R$ 3,6 milhões ao ano. Além disso, 10% delas faturam entre R$ 20 milhões e R$ 50 milhões ao ano, e 14% faturam acima de R$ 50 milhões ao ano. Em relação ao número de empregados, as que empregam até 100 pessoas somam 61%, e as que empregam mais de 100 até mil pessoas somam 30%. Todas elas produzem, distribuem e fazem chegar bens de consumo não duráveis ao consumidor final.

Entre as empresas entrevistadas, 66% delas acham interessante acompanhar o desenvolvimento tecnológico para estarem em linha com o mercado e o desejo do consumidor. Dentre as empresas que declaram investir em inovação, 27,7% delas investem entre 1% e 2% de seu faturamento em inovação, e 75% consideram que os padrões sugeridos pela GS1 contribuem diretamente para a inovação.

"De acordo com os resultados obtidos, podemos concluir que todos os processos de identificação de produtos, logísticos e de varejo que foram automatizados ao longo de mais de 30 anos no Brasil influenciaram fortemente o bom desempenho da economia do país", afirma Oliveira.

Validade dos produtos

Das 535 pessoas entrevistadas, 88% desejam que a data de validade deva constar futuramente das informações registradas pelo código de barras. Além disso, 86% declaram que terão interesse em informações adicionais do produto consultando o código. De acordo com Oliveira, "a GS1 investe há anos em atender esse tipo de demanda com padrões GS1 que permitem o registro de mais dados e informações adicionais em menor espaço, viabilizando ao consumidor acesso a informações num simples toque no celular".

O uso dos dispositivos móveis e as compras online são lembrados pelos consumidores entrevistados, dos quais 86% alegam fazer compras pela internet, além das compras presenciais no varejo. Ou seja, internet e aplicativos para smartphones já são considerados ferramentas de suporte e estímulo às compras. O conceito de "internet das coisas" (IoT, na sigla em inglês) está estabelecido definitivamente, haja vista a conexão dos smartphones com outros aparelhos eletroeletrônicos.

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