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China planeja implantar unidades policiais de segurança cibernética em empresas de internet

Postado em: 06/08/2015, às 15:40 por Redação

O governo da China planeja implantar unidades policiais de segurança cibernética em grandes empresas de internet e sites, sob o argumento de ajudar a prevenir crimes como fraudes e "propagação de rumores", informa a agência de notícias estatal Xinhua. O plano significa uma mudança de abordagem de Pequim, que normalmente define normas de censura e obriga as empresas a cumprirem.

O Ministério da Segurança Pública da China não disse, porém, que empresas terão as novas unidades policiais. O setor de internet na China é dominado por três grandes companhias: o gigante do comércio eletrônico Alibaba Group Holding, a empresa de redes sociais e mensagens Tencent Holdings e a Baidu, dona do buscador mais popular da China, todas com ações listadas em bolsa.

Procurado pelo The Wall Street Journal, o Alibaba disse, por meio de um porta-voz, que a empresa trabalha com as autoridades chinesas para combater atividades ilegais online. "É a nossa prioridade manter a confiabilidade e a segurança de nossas plataformas para proteger nossos clientes", disse ele.

A Tencent, a Baidu e o ministério não responderam aos pedidos de comentários do jornal americano.

Mas a Casa Branca se manifestou. "Estamos preocupados com esse relatório", disse um porta-voz do Conselho Nacional de Segurança da Casa Branca, que pediu para não ter o nome revelado. "O compromisso dos Estados Unidos com a liberdade na internet reflete nossa crença, profundamente arraigada, de que os indivíduos têm os mesmos direitos humanos universais online e offline."

Controle sobre a internet

A instalação de unidades físicas de polícia em empresas da web é parte da política de Pequim para exercer maior controle sobre internet no país. No início deste ano, por exemplo, o geverno chinês endureceu as regras para as redes sociais, com a proibição de contas que poderiam prejudicar a segurança nacional ou promover atividades ilegais, como o tráfico de drogas. O país há muito exige que as empresas de internet excluam contas que supostamente espalham boatos, criticando o Partido Comunista Chinês ou divulgando pornografia, ou outro conteúdo ilegal.

O especialista Robert Atkinson, presidente da Fundação de Tecnologia e Inovação da Informação, um think tank de Washington, vê duas motivações por trás da intenção do governo chinês. "A primeira é a de limitar a liberdade de expressão e exercer maior controle sobre os fluxos de informação. E a segunda é fazer com que a indústria de internet na China se torne totalmente nativa."

Embora a criação de ciberpoliciais não afete diretamente empresas de internet norte-americanas, ela não deixa de ter implicações para aquelas que operam no país ou mantêm relação de parceria com companhias chinesas. O Facebook e Google não operam na China. Já o LinkedIn, site de contatos profissionais lançou uma versão em língua chinesa no ano passado, mas para isso teve de cumprir algumas exigências de Pequim. Como do acordo, o LinkedIn concordou em censurar conteúdo confidencial a pedido do governo, admitiu na época o CEO Jeff Weiner.

Hoje, a região chamada de Grande China, grupo composto por Hong Kong, Taiwan e da própria China, é o segundo maior mercado da Apple, que garantiu tempos atrás que os dados de seus usuários armazenados em instalações na China são criptografados e que os prestadores de serviços locais não têm acesso ao conteúdo.

A notícia sobre o plano de criar uma ciberpolícia vem em meio ao aumento das tensões entre os Estados Unidos e a China envolvendo segurança cibernética. Autoridades americanas acreditam que a China esteja por trás do ciberataque ocorrido em junho passado ao Escritório de Gestão de Pessoal (OPM), encarregado dos recursos humanos de funcionários dos EUA, que roubou informações pessoais de milhões de empregados públicos, o que foi negado por Pequim.

Os legisladores chineses também estão analisando um projeto de lei sobre segurança cibernética que irá expandir os poderes do governo nesta área. Autoridades do país colocaram a aprovação da lei como prioridade neste ano. Pequim aumentou as suas medidas de segurança cibernética após o ex-colaborador da Agência Nacional de Segurança dos EUA (NSA), Edward Snowden, ter vazado documentos que dizem que as agências de inteligência estavam usando empresas de tecnologia norte-americanas para espionar vários governos, inclusive o chinês.

Nos últimos anos, os chineses também reforçaram o controle sobre as mídias sociais e sites, exigindo que os provedores "policiem" os conteúdos sob o risco de serem desligados. Pesquisadores acadêmicos descobriram que diferentes empresas censuram conteúdos com base em uma lista de termos e imagens elaborada pelo Poder Central.

Duas empresas particularmente têm sido alvo recorrente de escrutínios do governo chinês são a Weibo, equivalente ao Twitter, e sua empresa-mãe Sina Corp. Em abril, o órgão regulador ameaçou publicamente encerrar os serviços de notícias da Sina, se ela não "aperfeiçoasse" sua censura. As mensagens trocadas na Weibo não podem conter palavras-chave sensíveis, que muitas vezes são censuradas pela empresa em questão de minutos ou mesmo segundos.

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