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Obama vai criar agência de inteligência para combater ciberataques, segundo jornais

Postado em: 10/02/2015, às 19:05 por Redação

O governo americano vai criar uma agência especial para monitorar ameaças de crimes virtuais, informaram nesta terça-feira, 10, jornais americanos e agências de notícias, citando fontes do governo. Batizado de Centro de Inteligência Integrada para Ameaça Cibernética (CTIIC, na sigla em inglês), ele funcionará como "um centro que 'ligará os pontos' entre as várias ameaças cibernéticas para que departamentos e agências de inteligência fiquem sabendo das ameaças o mais rápido possível", disse o funcionário do governo.

A criação do CTIIC surge como uma resposta às empresas norte-americanas, que têm pedido uma resposta mais agressiva contra os ciberataques provenientes da China, Irã, Coréia do Norte e outros países. Entre os que mais reivindicam por medidas do governo para conter os ataques estão os bancos, incluindo o JP Morgan Chase & Co.

Na verdade, já existe uma unidade de inteligência integrada contra ameaças cibernéticas dentro do Departamento de Segurança Nacional, chamada de Centro Nacional de Comunicações Integradas e Segurança Cibernética. O CTIIC irá coordenar os esforços e realizar uma função que nenhuma outra agência pode realizar, disse a fonte à Bloomberg News.

O presidente Barack Obama equipa a nova agência ao Centro Nacional de Contraterrorismo, criado após os ataques de 11 de setembro de 2001, em resposta às críticas de que as agências de inteligência não estavam se comunicando umas com as outras de forma eficiente. O CTIIC irá fornecer análise integrada de ameaças cibernéticas, assegurar que as agências governamentais tenham acesso às últimas medidas de inteligência e apoiar os esforços para combater ameaças cibernéticas estrangeiras, disse o funcionário. A agência também vai ajudar a melhorar o compartilhamento de dados entre o governo e empresas sobre ameaças de hackers.

Lacunas de comunicação

A criação do CTIIC surge também em resposta a não aprovação pelo Congresso dos EUA de uma legislação que daria às empresas proteções legais para compartilhar dados sobre ameaças umas com as outrs e com o governo. Em seu orçamento de 2016, Obama propôs gastar US$ 14 bilhões para combater as ameaças online.

As lacunas de comunicação pioraram com o crescimento da infraestrutura de inteligência do governo federal para incluir a Agência Nacional de Segurança (NSA, na sigla em inglês), o Departamento de Segurança Nacional, a polícia federal (FBI, na sigla em inglês) e a Agência Central de Inteligência (CIA, na sigla em inglês) e outras agências, de acordo com um relatório de 2011 da Heritage Foundation.

Lisa Monaco, assistente do presidente para a segurança interna e contraterrorismo, delineou a estratégia do governo para combater ameaças online em palestra no Wilson Center, um grupo político não-partidário com sede em Washington. "A ameaça está se tornando mais diversificada, mais sofisticada e mais perigosa", disse. "Estamos em um momento de transformação na evolução das ameaças cibernéticas." Ela disse que o governo federal não vai deixar o setor privado se defender sozinho contra hackers.

Na próxima sexta-feira, Obama planeja visitar a Universidade de Stanford, em Palo Alto, na Califórnia, e se reunir com funcionários do governo e da indústria para tratar da segurança cibernética.

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