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Indra desenvolverá novos laboratórios para a Agência Europeia de Defesa

Postado em: 17/08/2015, às 20:18 por Redação

A Indra, multinacional espanhola de serviços de TI, foi a vencedora do contrato da Agência Europeia de Defesa (EDA) para o desenvolvimento de laboratórios de análise de artefatos explosivos improvisados (counter-improvised explosive devices, ou C-IEDs) utilizados em ataques terroristas. O projeto contempla inicialmente um primeiro laboratório, no valor de 2,2 milhões de euros, e a opção de compra de um segundo, que elevaria o montante global do contrato para até 4 milhões de euros.

A função destes laboratórios é analisar amostras coletadas na zona de operações para extrair informações sobre as técnicas, táticas e procedimentos utilizados pelos terroristas. Os ataques com artefatos explosivos improvisados são uma das principais causas de baixas em operações militares.

O laboratório é formado por 13 contêineres modulares para acomodar aproximadamente 20 especialistas. Estará preparado para facilitar a coleta no terreno de amostras NRBQe (nuclear, radiológica, biológica, química e explosivos) e realizar uma análise forense do tipo biométrico e químico dos vestígios encontrados, inclusive componentes eletrônicos utilizados no controle e ativação do artefato.

O laboratório também dispõe de capacidade de análise de dados tecnológicos e de um avançado sistema de gestão da informação. Este aplicativo facilitará a comparação de um atentado com incidentes anteriores e manterá todo o planejamento dos trabalhos, a geração dos relatórios correspondentes e o acompanhamento e rastreabilidade da cadeia de custódia das evidências.

A Indra recebe este novo contrato com a EDA após ter desenvolvido um laboratório C-IED Afeganistão em 2011. Durante este período, o laboratório realizou mais de 300 análises mensais de aparelhos, artefatos, materiais e vestígios relacionados a ataques. Esta experiência permitiu incorporar melhorias no projeto dos novos laboratórios, como por exemplo maior capacidade de coleta preliminar de amostras de alta periculosidade, maior capacidade de análise documental e de análise química e biométrica.

O projeto é respaldado por 12 países (Bélgica, França, Alemanha, Hungria, Itália, Luxemburgo, Holanda, Noruega, Portugal, Espanha, Áustria e Suécia) e está sendo liderado pelo Ministério de Defesa holandês como parte do programa Laboratório Conjunto Desdobrável de Exploração e Análise (em inglês, Joint Deployable Exploitation and Analysis Laboratory – JDEAL). Como parte do programa, foi implantado na cidade de Soesterberg um centro especializado neste assunto, impulsionado pela EDA.

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