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eHealth e mHealth: os caminhos da medicina em um país que está envelhecendo

Postado em: 03/09/2013, às 18:20 por Nimrod Riftin

A partir da virada do século XX para o XXI, as empresas de saúde se viram na obrigação – e também no benefício – de investir em tecnologia de informação e comunicação como forma de modernização da gestão, redução de custos e maior eficiência nos processos. Na atualidade, novas janelas de oportunidades de investimentos apontam para os notáveis avanços da telemedicina e da mobilidade aplicada à saúde: eHealth e mHealth.

Muitos benefícios já têm sido levantados como resultado da telemedicina, entre eles a diminuição da desigualdade da qualidade no atendimento assistencial devido a distâncias geográficas, redução de consultas médicas desnecessárias e a possibilidade de desospitalização de pacientes que podem ser monitorados remotamente. 

Mas um novo aspecto da telemedicina, mais propriamente da mobilidade em saúde, tem se destacado: o foco na prevenção como forma de redução de custos. Em um país com cada vez mais idosos, em que se aumenta a incidência de doenças crônicas – e consequentemente as despesas de assistência –, as tecnologias de mobilidade em saúde (mHealth) se apresentam como soluções e alternativas inovadoras para a diminuição de despesas para governos e também empresas de saúde.

A utilização em massa de dispositivos móveis, como smartphones e tablets, oferece a oportunidade de monitoramento remoto em tempo real a pacientes com doenças crônicas, que podem receber alertas de medicação, lembretes de consulta, orientação acerca de determinado estado de saúde ou até mesmo uma intervenção médica mais rápida e eficaz, se necessária, devido a dados vitais enviados à equipe assistencial por meio do seu dispositivo. Em aplicações mais críticas, o paciente pode até mesmo utilizar pulseira inteligente para monitoramento contínuo dos sinais vitais, com localização por GPS e comunicação de emergência.

Mais do que simplesmente uma agenda eletrônica, as soluções de mHealth estabelecem uma linha direta entre paciente e equipe médica que pode agir de forma preventiva em vez de paliativa. Além disso, pacientes que precisam de monitoramento não precisam necessariamente ficar hospitalizados, uma vez que podem receber o acompanhamento remoto.

O grande resultado de tanta tecnologia é a redução de custos: custos de internamento, deslocamento, equipe médica e de enfermagem, entre tantas despesas assistenciais que são evitadas por conta da prevenção. Afinal, um paciente hipertenso devidamente medicado e que vai às consultas periódicas para acompanhamento tem menos chances de sofrer um AVC do que aquele que não mantém as consultas em dia e se esquece de tomar os remédios.

Por tantos benefícios, as soluções de eHealth e mHealth vêm movimentando o mercado como líderes em soluções lucrativas em TI, especialmente para as operadoras de saúde suplementar que vêm buscando substituir os modelos de saúde paliativa e curativa para modelos de saúde preventiva. Nesse cenário, o Governo também pode seguir os mesmos passos e encontrar na tecnologia o caminho para o equilíbrio tão necessário em um país que tende a envelhecer e precisa superar os problemas crônicos na saúde pública. 

Nimrod Riftin é CEO da eWave Medical do Brasil, unidade de negócios da eWave do Brasil

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