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Presidente do GGTI prevê maior demanda por soluções inovadoras

Postado em: 07/11/2016, às 18:08 por Redação

As empresas que trabalham com soluções inovadoras e criativas devem se preparar para um aumento intenso e repentino da demanda nos próximos meses, adverte André Navarrete, vice-presidente da Sucesu-PE e presidente do Grupo de Gestores de Tecnologia da Informação (GGTI). "Começou a cair a ficha dos empresários em relação à economia disruptiva, que cria, do dia para a noite, novos padrões de consumo e de negócios", afirma o consultor.

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Se tivesse de aconselhar os grandes e médios empresários brasileiros, Navarrete sugeriria que projetassem "um Uber em suas vidas". Porque, segundo ele, é inevitável que, em todas as áreas, um jovem desenvolva um aplicativo que modifique totalmente a estrutura empresarial tradicional.

"Hoje compramos remédios em farmácias. Quem garante que você não terá uma impressora 3D nos hospitais para imprimir os medicamentos? É por isso que as drogarias investem em produtos de higiene pessoal e outros itens, a fim de atrair o consumidor para uma experiência mais completa de mercado."

Para Navarrete, 2017 será um ano paradigmático na inovação e criatividade, já que algumas reformas econômicas estarão concluídas e outras bem adiantadas. Com um cenário econômico mais claro e favorável, as companhias desarquivarão investimentos. "Não existe investimento sem tecnologia, sem inovação. Assim que estas portas se abrirem, a demanda surpreenderá muitos empresários."

O presidente do GGTI elogia a sanção presidencial aos novos limites para enquadramento no Simples Nacional, à renegociação das dívidas tributárias de micro e pequenas empresas e à legalização de contratação de pessoas jurídicas para prestação de serviços em salões de beleza.

"Vejo como embrião de uma positiva flexibilização do mercado de trabalho. Estabelecendo teto de gastos públicos e facilitando as negociações entre profissionais e empresários vamos reduzir o contingente de pessoas sem trabalho nem renda."

O consultor também destaca o acerto da criação da figura do investidor-anjo, que pode apostar no sucesso de startups sem ser obrigado a responder pela administração da nova empresa e eventuais prejuízos. "O Brasil tem de transformar bairros degradados das capitais e cidades de porte médio em centros de atração da tecnologia, da pesquisa e desenvolvimento, e de startups. Temos de aproximar as universidades e centros de pesquisas do empreendedorismo."

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