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Como moldar a infraestrutura das empresas para a nova geração de mobilidade

Postado em: 09/09/2019, às 22:13 por Luis Domingues

O mundo está passando por uma transformação acelerada quando o assunto é a conectividade, por conta do maior volume de dados (que estão sendo produzidos todos os dias) e pelo número cada vez maior de dispositivos conectados à Internet com a chamada IoT (do inglês internet of things). O volume de dados móveis deve crescer oito vezes até o final do ano que vem, comparado a 2015. Vídeo IP, quatro vezes, e para Internet das Coisas, há estimativas distintas, que vão de 26 bilhões a até 200 bilhões de dispositivos conectados até 2020.

Tudo isso causa um grande impacto também nas redes corporativas. Novos dispositivos estão sendo conectados a esses ambientes. E é responsabilidade dos profissionais de TI prepararem sua infraestrutura para suportar esse novo comportamento.

Todos esses dispositivos exigirão dados e alimentação remota, por isso também faz sentido que o crescimento do número de portas PoE seja uma tendência. Vamos ter um avanço considerável de portas instaladas no mundo, indo de 1,2 bilhão em 2016 para 1,5 bilhão de portas no final de 2022, de acordo com dados da NBASE-T, com quase 90% das portas instaladas com capacidade de multigigabits.

É preciso encontrar soluções práticas e inovadoras para os desafios mais difíceis. E o desafio número 1 nessa área é a confiabilidade da rede. Quando se trata de garantir o máximo de tempo de atividade (uptime), identificamos três áreas críticas que devem ser abordadas:

É necessário garantir o fornecimento dados e energia, de forma integrada e confiável, em toda a empresa

Habilitar a mobilidade onipresente que mantém todos conectados e produtivos,

Oferecer suporte proativo do monitoramento e gerenciamento de todos os dispositivos, portas e conexões. Ou seja, saber o que se passa e gerenciar toda a rede

Dentro das muitas camadas da rede, talvez nenhuma seja mais importante para a confiabilidade do sistema do que a camada física. Quando cuidadosamente projetada e bem executada, a infraestrutura da sua camada física de rede é uma ferramenta poderosa para maximizar a confiabilidade e a continuidade das conexões em toda a empresa.

A abordagem rumo às soluções precisa ser feita em duas fases. Primeiro, os espaços em que a instalação está ocorrendo e, em seguida, quais tecnologias precisamos considerar para suportar futuras evoluções de rede. Temos que repensar como será o layout, com o objetivo de estruturar o cabeamento de forma adequada. Estamos falando agora de ambientes mais colaborativos, o chamado open space. Vamos notar, por exemplo, uma tendência de aumento na quantidade de dispositivos sendo instalados acima do forro nos andares.

O padrão NBASE-T suporta velocidades de rede mais altas com o cabeamento estruturado Categoria 5e ou 6 das instalações existentes. Pelo menos em boa parte dos casos. Dependendo das condições atuais, a capacidade do link pode ser afetada pelo que é chamado Alien Crosstalk, o efeito da interferência de um cabo em outro em altas frequências.

Tanto a Categoria 5e como a Categoria 6 não foram projetadas para suportar o Allien Crosstalk, portanto, se o desempenho da infraestrutura não for atendido, o downshift de NBASE-T ajustará a velocidade da rede para os níveis de ruído. Para novas instalações, a Categoria 6A garante 2,5Gbps, 5Gbps e 10Gbps.

Para suportar a evolução do PoE, as normas de cabeamento definem requisitos que lidam com o desempenho do cabo, fornecimento de energia, confiabilidade do conector sob carga elétrica, planejamento de projeto e administração da infraestrutura de cabeamento para alimentação remota.

O PoE continua a evoluir por meio de níveis de potência cada vez mais altos, o que, por um lado, aumenta muito o número e o tipo de dispositivos que podem ser conectados, alimentados e gerenciados em um único cabo. Por outro lado, amplia a potência até o ponto em que o agrupamento de cabos e os efeitos térmicos devem ser considerados. A CommScope tem estado fortemente envolvida nos padrões da IEEE, TIA e CENELEC em torno da alimentação remota e desenvolveu diretrizes para a instalação de cabeamento de cobre em suporte a todos as aplicações do PoE, por meio do PoE-4 Pares.

Durante as mais recentes reuniões de normas da ISO /IEC, o WG3 concordou em distribuir um NWIP para uma alteração à ISO/IEC 18598 (AIM) para adicionar informações incluindo identificadores de bundle para PoE, para permitir gerenciamento de PoE por bundle, cabo e localização. Esse é um importante desenvolvimento, que indica o reconhecimento pelas organizações do papel crítico que os sistemas AIM desempenham no gerenciamento de ambientes complexos de cabeamento, incluindo alimentação remota.

Quando os dados do switch PoE são combinados com as informações de conectividade física, fornecem informações valiosas adicionais sobre a utilização eficiente dos switches. Por exemplo, quando todas as portas em um switch com capacidade PoE estão ocupadas com conexões de patch cord, mas apenas 29% das portas do switch estão ativamente fornecendo PoE, isso sugere que a capacidade do switch é subutilizada. Ter dados em mãos é essencial para moldar as ações e preparar a infraestrutura para as redes do futuro.

Luis Domingues, engenheiro de aplicação da CommScope, formado em engenharia elétrica e pós-graduado em redes de comunicação, certificado ATD pelo instituto UpTime. Possui 29 anos de experiência, tendo atuado no desenvolvimento e implantações de projetos de infraestrutura para diversos ambiente

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