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A tecnologia no suporte à produção

Postado em: 14/08/2015, às 22:28 por Marco Antonio Salvo

Conceitualmente, um sistema produtivo é composto por diversas etapas, como: compra de matéria prima, manufatura, embalagem, estocagem, controle de qualidade e, finalmente, vendas. Os extremos desse sistema são: a entrada dos recursos que serão transformados, iniciando pela compra das matérias primas, o que chamaremos de input. O outro extremo é o output, ou seja, a venda dos produtos acabados ao consumidor final.

Os "gargalos" são todos os pontos dentro de um sistema industrial que limitam a capacidade final de produção.  Por exemplo, uma indústria que tenha capacidade para produzir mil unidades por hora de um determinado produto. Se o setor de embalagem dessa mesma indústria for capaz de embalar apenas oitocentas unidades por hora, teremos aí um gargalo, uma vez que a linha de produção não poderá trabalhar com sua capacidade total, pois o setor seguinte não é capaz de embalar todas as peças.

Assim, gargalo significa a geração de ociosidade de uma ou mais partes de uma linha de produção e isso acarreta custos extras para a empresa. Para que todo o processo produtivo seja planejado, gerenciado e controlado, evitando estes gargalos, o setor industrial conta hoje com soluções de TI (Tecnologia da Informação) que fazem isso em tempo real.

Os sistemas de gestão mais sofisticados contam com o que chamamos de módulo de produção e os mais avançados são fundamentados no Workflow BPMN 2.0 (Business Process Model and Notation). Na prática, isso dá ao módulo a capacidade de roteirização das operações, suportando etapas condicionais, reação a eventos externos e etapas paralelas, assim como múltiplos locais para almoxarifado, Kanban e centros de trabalho.

Estes módulos permitem ainda apontamentos parciais de produção e a liberação parcial para a logística, possibilitando a geração de várias notas de produção em uma mesma OP e trazendo benefícios como: monitoramento de performance da produção; visão abrangente da capacidade instalada; emissão automática de ordens de compra de matérias-primas e laudos técnicos de cada uma das etapas produtivas; gerenciamento do desempenho da produção com base em apontamentos; e administração de indicadores dos resultados das ordens de produção, do estoque e capacidade produtiva.

Para isso eles contam com uma série de funcionalidades desenvolvidas especificamente para o setor industrial, como planejamento de todos os recursos com MRP I e MRP II; obtenção de plano mestre de produção em tempo real; definição de critérios de roteirização do processo produtivo via ferramenta de workflow (BPMN); gestão dos custos indiretos de produção com diminuição do custo de mão-de-obra; controle total dos fluxos e movimentações de estoques de materiais, entre outros.

O fato é que, em um momento de maior controle de custos e competitividade, os gestores começam a perceber que a tecnologia não é custo, mas um vetor de gestão produtiva completa e eficaz. Os resultados estão aí, para os que saírem na frente!

Marco Antonio Salvo, consultor nacional de vendas da Sankhya.

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1 Comentário

  1. Avatar Natanael Comper disse:

    No sistema de compras, temos que levar em consideração o saldo do CAIXA, nunca deve comprar além das condições da Empresa.é muito sério.

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