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O monitoramento como disciplina e o administrador de sistema

Postado em: 25/05/2016, às 10:03 por Gerardo Dada

O ritmo atual de transformação do data center está acelerando rapidamente. Da simples instalação em racks e empilhamento de servidores de décadas atrás até a recente integração de novas tecnologias, como virtualização, hiperconvergência, contêineres e computação em nuvem, para mencionar apenas algumas, os sistemas tradicionais de data center passaram por uma evolução considerável.

E com a nova realidade da TI híbrida, em que o departamento de TI da organização precisa gerenciar um conjunto de serviços críticos no local, conectados com outro conjunto de serviços na nuvem, a função do administrador de sistema tornou-se muito mais complexa. Mais importante, as empresas de hoje dependem principalmente de softwares e aplicativos, e a expectativa de que eles funcionarão, e funcionarão bem (e rápido), nunca foi tão alta.

Assim, à medida que a complexidade dos sistemas continua crescendo, juntamente com a expectativa de que o departamento de TI da organização deve proporcionar uma experiência de qualidade ao usuário final 24 horas por dia, sete dias por semana (o que implica na ausência de falhas, interrupções, problemas de desempenho de aplicativos, etc.), é importante que os profissionais de TI atribuam ao monitoramento a prioridade necessária como processo fundamental de TI.

Defendendo o monitoramento como disciplina

Tradicionalmente, o monitoramento no data center é algo secundário. Para a maioria das organizações, trata-se de um "mal necessário": um recurso que o departamento de TI pode utilizar quando ocorre um problema que precisa ser solucionado e, com frequência, um trabalho executado apenas com uma ferramenta gratuita, seja de código aberto ou o que quer que tenha sido incluído pelo fornecedor de hardware.

A verdade é que o departamento de TI fica sempre relegado ao modo reativo (solução de problemas) sem uma melhor visibilidade da integridade e do desempenho de seus sistemas e sem uma ferramenta que possa fornecer alertas antecipados. Ao estabelecer o monitoramento como uma função essencial da TI (conhecido como monitoramento como disciplina), as empresas podem se beneficiar de um estilo de gerenciamento de TI preventivo mais proativo, ao mesmo tempo que aperfeiçoam o desempenho, o custo e a segurança da infraestrutura.

Diante do ritmo exponencial de transformação da tecnologia empresarial, o monitoramento como disciplina é um conceito que requer que o monitoramento seja a atividade atribuída a um ou mais administradores de TI em cada organização. A vantagem mais importante dessa função dedicada é poder transformar pontos de dados de diversas ferramentas e utilitários de monitoramento em informações acionáveis para a empresa ao observar todos eles a partir de uma perspectiva holística, em vez de vê-los de forma desigual.

Logicamente, uma função de monitoramento dedicada pode não ser viável para organizações com restrições orçamentárias e de recursos, mas a principal meta é dar mais ênfase ao monitoramento das operações rotineiras de TI, usando um conjunto de ferramentas abrangente (ainda que não necessariamente caro).

Considere o grande número de violações de dados que ocorreram em 2015. Redes, sistemas e provedores de nuvem foram infiltrados, informações pessoais de milhões de indivíduos foram vazadas ou roubadas e as consequências monetárias totalizaram centenas de milhões de dólares. Muitas dessas violações poderiam ter sido evitadas com uma abordagem holística e dedicada ao monitoramento, que incluísse rastreamento do tráfego da rede, logs, patches de software, alterações na configuração, credenciais e identificação de quais usuários tentam acessar dados de servidores.

Além disso, um monitoramento mais estratégico, ou seja, rastrear somente métricas selecionadas que forneçam informações acionáveis e que estejam alinhadas com as necessidades da empresa, pode ajudar os administradores de sistema a fazerem ajustes na infraestrutura. O desperdício nos gastos com infraestrutura do departamento de TI pode chegar a 50% como resultado de planejamento impreciso da capacidade, provisionamento excessivo, recursos zumbis e devoradores de recursos.

Isso é uma preocupação especialmente para os administradores de sistema em ambientes híbridos, onde é necessário prestar muita atenção ao provisionamento e à alocação de cargas de trabalho para obtenção da eficiência máxima em termos de custos. Para aplicativos ou cargas de trabalho que podem ser hospedados fora do local, o monitoramento insatisfatório do desempenho também pode resultar na incapacidade de diagnosticar problemas ou questões de latência.

Utilizando informações de um monitoramento proativo e direcionado, como histórico de uso e métricas de desempenho, os administradores de sistema podem otimizar melhor os recursos, economizar dinheiro da organização e lidar com problemas de desempenho antes que o usuário final perceba que há algo de errado.

Introdução

É claro que refinar ou reformular a maneira como uma empresa aborda o monitoramento leva tempo, e nem toda organização possui os recursos necessários para dedicar uma pessoa que seja ao monitoramento. Mas os administradores de sistema e todos os outros profissionais de TI têm várias maneiras de reforçar seu conjunto de habilidades e integrar os princípios do monitoramento como disciplina às operações diárias para aumentar a eficiência e a eficácia no data center.

Estabeleça métricas relevantes à sua empresa. O monitoramento pode ser muito tático. Muitos profissionais de TI dependem dos dados gerados por padrão pelas ferramentas de monitoramento, com frequência centenas de métricas de recursos de pouco valor e uma grande quantidade de alertas. Para criar uma estratégia de monitoramento mais criteriosa, os departamentos de TI devem identificar quais métricas são mais relevantes para a empresa (como taxa de transferência geral do sistema, eficiência e integridade de importantes componentes e serviços de aplicativo) e, a partir daí, atribuir alertas.

Defina alertas acionáveis e vinculados a métricas utilizáveis. Muitas ferramentas de monitoramento fornecem dados em um nível muito granular. Quando os profissionais de TI recebem alertas táticos toda vez que uma métrica de recurso sai do intervalo aceitável, a maioria dos alertas acaba sendo ignorada. Alertas devem ser enviados somente quando uma ação é necessária e devem fornecer o contexto apropriado para orientar a ação. A experiência do usuário é um bom ponto de partida para bons alertas. Por exemplo, um alerta deve notificar o administrador quando o tempo de resposta do site fica inativo, não quando uma das CPUs do servidor da Web ultrapassa o limite de 80%. Essa abordagem ajuda os administradores de sistema a se concentrar no que realmente importa, evitando serem sobrecarregados por métricas e alertas infindáveis e, com frequência, irrelevantes.

Garanta que sua organização utilize uma ferramenta de monitoramento que forneça total visibilidade da pilha. Não é segredo que, tradicionalmente, a TI funcionava em silos. Há décadas, os profissionais de TI têm gerenciado servidores, armazenamento e outros elementos de infraestrutura separadamente. Contudo, as empresas de hoje dependem principalmente de softwares e aplicativos, que utilizam recursos de todo o sistema: armazenamento, servidor, computação, bancos de dados, etc., e esses recursos estão cada vez mais interdependentes.  Os profissionais de TI precisam ter visibilidade de toda a pilha de aplicativos, a fim de detectar com rapidez a causa raiz dos problemas e identificar proativamente problemas que possam afetar a experiência do usuário final e os resultados financeiros da empresa se não forem corrigidos rapidamente.

Sem a vantagem de uma ferramenta de monitoramento abrangente, os administradores de sistema são forçados a alternar entre várias ferramentas de software (no caso da TI híbrida, ferramentas tanto para o hardware físico quanto para aplicativos baseados na nuvem) para solucionar problemas. Geralmente, o resultado são acusações mútuas e horas de tempo de inatividade gastas em busca do problema, quando essas horas deveriam ser gastas corrigindo ou, melhor ainda, prevenindo o problema. As organizações devem procurar e investir em uma ferramenta que consolide e correlacione dados para proporcionar mais amplitude, profundidade e visibilidade do data center.

Adote o desempenho como requisito. Nas empresas atuais, tempo de atividade não é suficiente. As expectativas de desempenho do usuário final aumentaram drasticamente, graças, em grande parte, à velocidade com que a maioria dos sites de hoje funciona. Um aplicativo que demora segundos para responder é quase tão ruim quanto um aplicativo inativo. Agora, o tempo de carregamento de página aceitável para aplicativos voltados para o cliente é de menos de dois segundos. Além disso, existe um vínculo cada vez mais óbvio entre desempenho e custo de infraestrutura, especialmente em ambientes virtualizados e em nuvem. Como resultado, os aplicativos precisam apresentar seu máximo desempenho. Entender o que determina o desempenho e o que o afeta ao longo do tempo é outro aspecto do monitoramento que os departamentos de TI devem adotar.

Seja proativo. O trabalho de algumas equipes de TI no dia a dia se parece com um contínuo apagar de incêndios, um após o outro, o que consome todo o tempo e energia da equipe. Quando a TI adota o monitoramento como disciplina, os problemas podem ser detectados e solucionados logo nos primeiros sinais, o que evita a necessidade de apagar incêndios e reduz o impacto nos negócios. Ser proativo também significa fazer o devido planejamento de capacidade, avaliações de segurança, aplicações de patches em softwares, relatórios de conformidade, ajustes e outras tarefas de manutenção que podem ser automatizadas ou simplificadas com as informações fornecidas por um processo adequado de monitoramento. Uma equipe de TI proativa está menos suscetível a tempo de inatividade e passa mais tempo desenvolvendo iniciativas estratégicas que melhoram continuamente a base tecnológica em que a organização é conduzida.

Resumindo: o monitoramento como disciplina é uma prática desenvolvida para ajudar os profissionais de TI a escaparem da natureza reativa de curto prazo da administração, com frequência causada pelo monitoramento insuficiente, e se tornarem mais proativos e estratégicos. A partir daí, as organizações podem passar mais tempo criando o sistema de monitoramento certo para seus negócios, que alertará os administradores de forma inteligente sobre os problemas. À medida que o data center continua a integrar novas tecnologias e a crescer em complexidade, especialmente com o aumento da TI híbrida, os profissionais de TI devem estabelecer o monitoramento como disciplina, adotar práticas recomendadas para aumentar a conscientização de sistemas, ajustar o desempenho e fornecer ao usuário final a melhor experiência possível.

Gerardo Dada, vice-presidente de marketing de produtos da SolarWinds.

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