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Rock in Rio: o efeito camaleão das redes e a experiência do público em megaeventos

Postado em: 28/09/2019, às 21:05 por Fernando Capella

Qualquer pessoa que tenha vivido antes dos anos 2000 vai lembrar que, naquela época, não tínhamos muitos shows internacionais por aqui. As performances eram de artistas brasileiros e a televisão não tinha a facilidade de transmitir estrangeiros frequentemente. É muito animador perceber que essa é uma realidade que vem mudando rapidamente. O Brasil está ganhando cada vez mais popularidade como palco de famosos eventos e festivais globais.

Somente neste ano, já recebemos o Lollapalooza e Game XP – isso só para mencionar dois grandes nomes. O Rock in Rio, nascido no Brasil, alçou fama para além das nossas fronteiras e ganhou sua cadeira cativa entre os festivais de música mais relevantes do mundo. Aqui no Brasil, a edição 2019 está batendo na porta com a projeção de ser a maior de todas já realizadas: 700 mil ingressos foram vendidos em apenas duas semanas.

Junto ao volume dos shows, a forma de viver esses festivais também acompanhou a mudança e sofreu grande impacto da famosa internet móvel. Grandes eventos não são mais apenas sobre viver o momento, mas também sobre como as pessoas podem se conectar e compartilhar suas experiências com amigos e famílias. E, para quem não consegue estar lá, dispositivos móveis também possibilitaram assistir aos artistas em tempo real pela televisão ou computador no sofá de casa, a partir do streaming.

É aí que entram as redes de telecomunicações: esses grandes eventos, como o Rock in Rio, são "ladrões" de tráfego de dados. Streaming e o grande volume de pessoas enviando mensagens ou postando vídeos e fotos nas redes sociais são responsáveis por uma incrível pressão na rede de telecomunicações. Com uma rede estática, essa avalanche de informações derrubaria a conexão e, nesse novo mundo hiperconectado, falhar não é uma opção: além de provocar uma chuva de reclamações, a falta da internet afetaria diretamente o sentimento do público em relação ao festival e sua organização, com potencial de esvaziamento de público nas edições seguintes.

Na última edição brasileira do Rock in Rio, em 2017, a operadora de rede responsável pelo tráfego de dados na Cidade do Rock declarou o recorde de 5.5 Terabytes de dados trafegados durante os dois finais de semana de evento, volume três vezes maior do que a edição anterior em 2015. Simultaneamente, a organização conectou cerca de 418 mil pessoal no espaço de Wi-Fi e disponibilizou links de 5Gbps na Cidade do Rock, incluindo small cells para conexão aberta e pública dentro e fora das arenas de shows.

Além de lidar com o aumento de pressão durante todos os dias do evento, os operadores também devem dimensionar suas redes para atender aos picos específicos de transporte de dados. Não por coincidência, o maior pico de dados no Wi-Fi da Cidade do Rock em 2017 foi durante os shows dos headliners – The Who e Guns N' Roses –, com 384GB consumidos.

Esse tipo de demanda requer uma longa preparação. Além da experiência de uma conexão de confiança dos participantes do festival, ainda é necessário manter o restante da cidade com sua conexão ininterrupta, especialmente os serviços essenciais como polícia, corpo de bombeiros e hospitais. Para vencer o desafio, existem três elementos fundamentais de infraestrutura que os operadores devem integrar às redes: escalabilidade, para que possa ter gerenciamento ágil; programabilidade, para lidar com os picos inesperados; e inteligência, permitindo que esse operador preveja e evite falhas de conexão.

Provavelmente, muitas pessoas imaginam que é mais simples construir uma infraestrutura especial para esses eventos. Porém, do ponto de vista de negócios, construir uma infraestrutura enorme e permanente de rede para atender aos grandes eventos que só acontecem de tempos em tempos é caro demais. As redes atuais devem ser adaptáveis para lidar facilmente com os picos de tráfegos de dados vez ou outra, acabando com a necessidade de investimentos estratosféricos em infraestrutura para usos pontuais.

O futuro é adaptável e o novo perfil de tráfego já está desenhado. Uma infraestrutura programável, combinada com automação e análise de dados, são pilares chaves para a próxima geração de redes, prontas para atender a uma demanda em constante crescimento de uma sociedade sempre super conectada. O sucesso das redes, seja no Rock in Rio ou na implementação de novas tecnologias, está diretamente relacionado à combinação desses três elementos. Adaptar suas funcionalidades e os caminhos dos dados proativamente em tempo real para antecipar e endereçar potenciais falhas, ao mesmo tempo em que se tem o foco de fornecer a melhor experiência para o usuário final, são pontos fundamentais e que têm sido traduzidos cada vez mais em sucesso do negócio dos operadores de rede.

Fernando Capella, presidente da Ciena no Brasil.

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