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Como a Inteligência Artificial das Coisas pode revolucionar o seu modelo de negócio

Postado em: 10/10/2019, às 21:44 por Alexandre Sapia

Certamente você já ouviu falar sobre Inteligência Artificial, Internet das Coisas, Machine Learning, Analytics, Realidade Virtual, entre tantas outras tecnologias que têm surgido a uma velocidade exponencial e, ao mesmo tempo, causado impactos profundos no modo como trabalhamos, nos relacionamos e vivemos. Em meio a tantas novidades, a junção de duas tecnologias tem começado a ganhar protagonismo e a impactar profundamente diversas indústrias. Você conhece ou já ouviu falar sobre a Inteligência Artificial das Coisas (AIoT, na sigla em inglês)?

A Inteligência Artificial das Coisas, como o próprio nome diz, aporta inteligência ao negócio. Por meio dela, é possível fazer análises de dados em tempo real, disponibilizar informações acuradas em diversas plataformas — nuvem, rede, dispositivos móveis, etc –, combinar tecnologias e unificar o processo de Analytics a fim de analisar os resultados para melhorar o sistema continuamente.

Quando aplicada à Internet das Coisas, a Inteligência Artificial possibilita que as companhias tenham uma gestão de dados mais eficaz, além de otimizar e imprimir um ritmo mais rápido para o desenvolvimento de produtos ou na resposta a eventos em tempo real, por exemplo. Tratam-se de tecnologias complementares e intrinsicamente ligadas, uma vez que a IA é a responsável por captar e identificar dados que, se bem analisados e interpretados, podem trazer insights importantes para o aperfeiçoamento de serviços e produtos.

No caso de um e-commerce, pode gerar um engajamento e uma fidelização maior do público-alvo, já que a experiência do consumidor tende a ser muito mais personalizada e, portanto, assertiva em qualquer canal de interação. Outros casos envolvem até mesmo a identificação de riscos de acidentes e falhas. Na Lockeed Martin, uma das maiores fabricantes de produtos aeroespaciais, a AIoT é usada para captar mais de 72 mil linhas de dados por hora a partir de 600 sensores em aeronaves C130J. O objetivo é identificar e prever falhas críticas em componentes e equipamentos, diminuindo o tempo de parada para manutenção, além de aumentar a segurança das aeronaves.

Do mesmo modo, o setor de Utilities e Manufatura tem sido capaz de detectar e prever equipamentos que necessitam de manutenção antes que falhas severas ocorram, resultando em uma economia de recursos e mitigação dos riscos que poderiam comprometer a reputação e credibilidade da empresa no mercado e com seus stakeholders.

Nos últimos anos, acompanhamos uma evolução cada vez mais veloz da tecnologia e a tendência é que o ritmo permaneça assim. De acordo com uma projeção da Business Insider Intelligence, em 2025 teremos mais de 55 bilhões de dispositivos de IoT. Em 2017, esse número era de apenas 9 bilhões. Com esse contexto, é nítido o enorme potencial que a integração entre IA e IoT tem para propiciar resultados robustos para as companhias que conseguirem implementá-las rapidamente.

Já há diversas cidades inteligentes rodando com soluções de AIoT, as chamadas smart cities, que conseguem monitorar a eficiência energética, a poluição do ar, o uso de água, as condições de trânsito, entre outros fatores, por meio da implementação de sensores em suas estruturas físicas, como postes, sinais de trânsito, etc. O resultado são cidades que conseguem gerenciar seus recursos de forma mais eficiente, em termos financeiros, e também que proporcionando uma melhor qualidade de vida aos seus habitantes. A cidade de Cary (EUA), por exemplo, é capaz até mesmo de detectar mangueiras que foram esquecidas abertas e vazamentos para evitar desperdício de água.

Um estudo do Gartner apontou ainda que, até 2022, mais de 80% dos projetos que envolvem IoT terão um componente de Inteligência Artificial — hoje o número corresponde a menos de 10%. Com um horizonte desses à frente, a Inteligência Artificial das Coisas torna-se uma ferramenta extremamente valiosa para prever, identificar e antecipar tendências, necessidades, possibilidades de melhorias e, assim, fazer com que sua companhia se destaque em meio a um mercado cada vez mais concorrido. Sua empresa está preparada?

Alexandre Sapia, diretor Executivo de Soluções e Serviços para a América Latina da SAS.

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