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Podemos finalmente deixar de utilizar fitas magnéticas para a recuperação a partir de desastres?

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Depois que me graduei na faculdade, meu primeiro emprego na Digital Equipment Corporation exigia que eu carregasse e descarregasse, todos os dias, dezenas de rolos de fita magnética.

Na maior parte do tempo, este era um procedimento simples, mas de vez em quando a fita saia da trilha, ficava presa ou se rompia, e o resultado era uma imensa bagunça com a fita.

Fiquei muito empolgado quando trocamos as fitas de carretel por fitas de cartucho. Elas eram menores, mais fáceis de carregar e não ficavam presas tão facilmente.

Mesmo assim, elas eram (e ainda são) bastante difíceis de lidar. Todas elas precisavam ser rotuladas, registradas em uma planilha e armazenadas para operações de recuperação. E depois, algumas tinham de ser encaixotadas e rastreadas, pois faziam uma viagem da central de dados para o setor de armazenamento externo, e depois de 3 meses, retornavam.

Isso foi na década de 1980. Durante os 20 anos seguintes, esse foi o método utilizado. Sim, os sistemas de fitas ficaram mais rápidos e com maior capacidade, mas ainda assim era preciso lidar com todas aquelas fitas. E o verdadeiro pesadelo era quando se precisava recuperar dados de uma fita. Você acha que as tartarugas são lentas? Pois tente recuperar dados de uma fita de backup com o vice-presidente da companhia em pé, atrás de você, perguntando: “Isso ainda não terminou?”

Em 2005, os primeiros sistemas de VTL (Virtual Tape Libraries, ou bibliotecas de fitas virtuais), mais tarde denominados dispositivos de backup, foram desenvolvidos e melhoraram muito os backups. Foi uma revolução na proteção de dados. Utilizando discos, em vez das fitas, os backups eram muito mais rápidos e mais confiáveis. E o uso da desduplicação (eliminação de duplicações) mantinha os custos baixos. Naquele momento, as pessoas começaram a perguntar: “As fitas finalmente acabaram?”

Desde então, decorreram mais 10 anos, e as fitas ainda são utilizadas. Todo mundo usa dispositivos de backup para recuperação de operações. Algumas pessoas os utilizam até mesmo para a recuperação a partir de desastres, duplicando eletronicamente dados externos para outro dispositivo de backup. Mas ainda existem muitas organizações de TI gravando em fitas e transportando-as por caminhão para serem recuperadas.

A próxima revolução já chegou, e espero (e rezo) que ela finalmente termine com o pesadelo conhecido como backup em fitas. Esta revolução é fundamentada na tecnologia de Nuvens (Cloud) para a retenção de dados por longos períodos e posterior recuperação.

Existem três razões pelas quais a Nuvem é melhor do que as fitas: confiabilidade, velocidade e segurança.

Confiabilidade

Sendo dispositivos mecânicos com muitas peças móveis complexas, tanto no drive como em mídia, as unidades de fita podem falhar, e frequentemente falham. Além disso, os drives de fita são suscetíveis ao acúmulo de poeira e resíduos, e também ao desgaste causado pelos típicos ambientes de armazenamento de fitas. Isso explica porque a confiabilidade parece diminuir repentinamente nesses ambientes depois de apenas três anos.

Velocidade

O nome Underneath Cloud (sob nuvens) se refere à capacidade e à velocidade do disco. Muitos desenvolvimentos e pesquisas estão em andamento visando aumentar o desempenho dos sistemas de armazenamento de objetos que estão no centro da maioria dos sistemas em Nuvem locais.

Segurança

A Nuvem elimina os riscos de segurança decorrentes da manipulação manual das fitas e ajuda a evitar os complicados casos judiciais envolvendo a perda de fitas de backup contendo dados pessoais.

E quanto ao custo?

Uma das principais características positivas das fitas é que elas são muito baratas, custam cerca de $0,02 centavos por gigabyte. Contudo, em virtude do uso da desduplicação avançada e de outras tecnologias de otimização de capacidade, o preço do armazenamento em Nuvem está caindo rapidamente, e atualmente está em cerca de apenas $0,033 por gigabyte.

E então? Podemos finalmente deixar de usar fitas?

Sim! A revolução já começou. E agora é a hora de utilizar a Nuvem e definitivamente parar de usar fitas magnéticas para armazenamento por longos períodos e posterior recuperação, mas você ainda vai precisar de algumas caixas para colocar todas aquelas fitas antigas antes de levá-las para o“lixão”.

 

Victor Nemechek, gerente de Marketing de Produto de Software da HDS.

 

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