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Superapps brasileiras não terão mesmo sucesso das chinesas

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Abrindo a edição de 2019 do Forum Mobile Transformation, promovido pela TI INSIDE nesta terça-feira, 4 o painelO desafio da Construção de SuperApps” trouxe para a discussão o fenômeno desenvolvido pelos chineses, que criaram o WeChat, e que está inspirando o surgimento de novos apps no Brasil, agregando diferentes funções e iniciativas de mercado.

Para Thiago Macruz, líder responsável pela cobertura de Varejo, e-Commerce e Saúde da Itaú BBB Corretora, há que se reforçar as diferenças entre os consumidores chineses do resto do mundo. “Como houve uma barreira na China com os produtos americanos e do resto do mundo como WhatsApp, Facebook ou Google, os superapps foram a saída encontrada pra se fazer tudo que o mundo ocidental fazia, só que em um único app”, lembrou Macruz, enfatizando também o fato que ao agregar meios de pagamento motivou o grande motor desses superapps.

“Na minha opinião, no Brasil, por termos outros meios de pagamento, muito mais desenvolvidos e muitos outros serviços que às vezes até se sobrepõe acho difícil que haja espaço para um único superapp ter sucesso como o da China”, ressaltando que lá existe cartão de crédito de plástico comum no Ocidente. “Antes os chineses usavam dinheiro em espécie, e só o fato de o WeChat incluir a walett digital foi o suficiente para seu sucesso, e daí eles passaram também a fazer compra on line”.

Para Alberto Delgado, diretor digital da Easynvest, os números da mobilidade são expressivos no Brasil. Segundo pesquisas recentes o brasileiro gasta em média 4 horas e 21 minutos conectado pelo celular, sendo desse total de tempo 95% são gastos com mensagens e o restante do tempo navegando.

“Estes números demonstram o quanto há de engajamento no mercado e no nosso caso é uma forma de avaliarmos como o indivíduo poderá empregar seu dinheiro em investimentos por meio de app”, comentou Delgado. De acordo com o executivo há no mercado nacional uma grande aderência das pessoas ao celular, uma grande fricção de tráfego de dados, e ele aponta que estamos agora numa etapa de amadurecimento que levará as pessoas a consumirem, ainda mais, via apps desde que eles sejam desenvolvidos de maneira cada vez mais simples e acessíveis. 

Patrick Scripilitti, diretor de Vendas e Desenvolvimento de Negócios da VTEX, fez uma comparação entre os Superapps e o m-Commerce. “Como se sabe o termo m-commerce foi originalmente cunhado em 1997 por Kevin Duffey, para significar a entrega de recursos de comércio eletrônico diretamente na mão do consumidor, em qualquer lugar, via tecnologia sem fio e de outro lado os superapps, concentram num único local, produtos, meios de pagamento, serviços e uma infinidade de vieses para o cliente”, explica.

“Porém enxergamos nesse cenário um futuro de união de ambos, no que poderíamos considerar o Unified Commerce. Na verdade, a disputa acontecerá para saber quem fica no celular do cliente. A oferta e procura é realmente grande e é preciso que as redes de varejo e lojistas, de uma forma geral, compreendam os diversos meios que estarão disponíveis para agregar e acompanhar os negócios em que atuam.”, concluiu.

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