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Banco Rural constrói data center para garantir crescimento dos negócios

Postado em: 21/09/2011, às 19:32 por Claudiney Santos

Fruto de um planejamento estratégico iniciado em 2008 (o Plano de Desenvolvimento de TIC – PDTIC) e um investimento da ordem de R$ 15 milhões, o Banco Rural, com sede em Belo Horizonte, construiu um novo data center, que ocupa um prédio três andares no bairro de Lourdes, com o objetivo de garantir mais flexibilidade, agilidade na tomada de decisões e continuidade de negócios. Considerada uma instituição de médio porte, com cerca de 5 mil clientes, o Rural é um banco de negócios focado no mercado de pequenas médias empresas, com forte presença no Nordeste, tendo movimentado mais de R$ 8 bilhões no primeiro semestre.

E, ao contrário do que o nome sugere, o Banco Rural não opera no mercado agrícola. Ele foi fundado há 47 anos pelo empresário Sabino Rabello, que era apaixonado por um carro chamado Rural Willys, que hoje faz parte do museu do banco. Do nome do carro, saiu o nome de banco, cuja estratégia é trabalhar 100% digital, contando com poucas agências físicas e uma equipe de 182 gerentes de atendimento, que levam um notebook e uma placa de modem  para atendimento aos clientes.

Segundo Marcelo Farinha, diretor administrativo e responsável pela área de TIC do Banco Rural, o investimento compreende não só o novo data center, mas também o centro construído no oitavo andar de um prédio comercial, onde fica a sede do banco, no centro da capital mineira, que serve como contingência, trabalhando 24 x 7, o ano todo. Entre os maiores desafios do projeto, Farinha enumera a questão do prazo, a gestão de custos e o gerenciamento de tarefas e equipes de 20 fornecedores diferentes, que foram coordenadas pelas áreas de tecnologia e engenharia do banco. "Por ser um projeto único, alguns itens necessitaram ser importados. Situações imponderáveis, como o desabamento de parte do porto de Manaus, que levou para o fundo do rio partes do sistema de ar-condicionado, acabaram por atrasar o cronograma’’, explicou.

Detalhes do projeto

O PDTIC foi implementado em várias fases. Antes dois atuais data centers, o Banco Rural tinha duas instalações menores. Para a migração foi construído um terceiro data center para servir como contingência e site backup dos dois novos centros, que foram posteriormente desligados após a construção do data center na sede, chamado internamente de número 2. "Como ele fica num edifício comercial, tivemos que importar uma fibra de carbono especial da Alemanha, para reforçar a lage de sustentação do piso, numa área de 80 metros quadrados, onde está instalado um mainframe IBM ZO. Mesmo nessa área considerada pequena, ele tem um alinhamento vertical, que permite ainda sua expansão, caso necessário", disse.

O novo data center, construído num prédio de 900 metros quadrados, pela Digicomp Engenharia e Tecnologia, é considerado como de nível 3 (Tier 3), apesar deo banco não ter solicitado essa homologação. Ele tem disponibilidade de 99,98%, utiliza fibra ótica e cabeamento estruturado categoria 6 da Panduit, para estrutura de dados e telefonia VoIP, com especificação antichamas. A redundância está presente nos sistemas de no-break Eaton de 231 KVa cada, de ar condicionado de precisão e nos quadros elétricos, que garantem menor taxa de downtime disponível no mercado. Para contar com a melhor qualidade possível, o banco importou painéis e quadros de distribuição inteligentes (PDU) lançados recentemente na Europa. Para a iluminação, optou por usar LEDs, que apesar de ter um custo inicial mais elevado, ao longo de um ano e 10 meses ela se paga pela economia de energia que proporciona, além de melhor claridade no ambiente em relação à iluminação convencional.

O sistema de prevenção a incêndio trabalha por aspiração e um sistema a laser detecta qualquer partícula presente no ambiente. O combate a incêndio esta preparado com o agente FE-25 (E-caro25) da Dupont, que elimina a chama através de um gás que não é prejudicial ao meio ambiente. Além disso, o prédio possui sistemas de placas solares que captam energia para o aquecimento da água usada em sua área administrativa, copa e banheiros. "Apesar de não se um prédio 'green', ele incorpora diversas característica de sustentabilidade como, por exemplo, a economia de energia", explica Farinha.

Equipamentos como o gerador a diesel Cummins (também redundante), central de detecção de incêndio e ar condicionado são monitorados por uma console central via IP. Qualquer anormalidade no ambiente é relatada no NOC (Network Operations Center) ao mesmo tempo em que os técnicos responsáveis recebem mensagem por mensagem SMS. A segurança física esta a cargo de um sistema biométrico nas salas de maior controle e por senhas e crachás nas demais salas, além de circuito fechado de monitoramento por câmeras e segurança armada 24 horas.Os equipamentos não estão ocupando a área total de edifício, que tem um espaço cabeado e preparado para a expansão imediata. "Nossa capacidade atual pode atender o dobro da demanda atual, mas estamos preparados para o crescimento", diz Farinha.

Ambiente tecnológico

O Banco Rural trabalha com um mainframe ZO da IBM em cada data center, rodando DB2 em Linux, interligados por fibra ótica. Conta com ambiente de TI bastante heterogêneo onde trabalham 82 profissionais de desenvolvimento e 26 em infraestrutura. Ele usa plataforma baixa rodando aplicações em Windows. ''Somados, os processos chegam a 160 diferentes'', disse o executivo, acrescentando que o banco está trabalhando no aprimoramento da governança de TI e na implantação de Cobit e ITIL e na própria governança corporativa usando ferramentas da Aris e Web Methods, da Software AG.

O Banco Rural usa também a ferramenta Natural, da Software AG, para fazer desenvolvimento na plataforma baixa. "Algumas soluções são desenvolvidas pelos nossos técnicos até para aliviar de uso de algumas tarefas no mainframe, trazendo assim uma economia adicional", exemplifica Farinha. Projeto Rural Digital é o nome do programa de ECM (enterprise content management) que o banco desenvolveu usando o software de gerenciamento de conteúdo Kofax e impressoras Lexmark, que de forma terceirizada tem o contrato de terceirização de impressão das agências bancarias e áreas administrativas.

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