Sustentabilidade Digital dita os rumos dos negócios contra crises cibernéticas

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Não é novidade que a crescente digitalização dos negócios tem elevado a segurança cibernética a uma prioridade estratégica para empresas de todos os setores. Por isso, diante de ameaças cada vez mais sofisticadas, garantir a resiliência digital é essencial para construir uma base sólida focada na continuidade e sustentabilidade dos negócios no longo prazo.

Uma pesquisa recente da PwC, que entrevistou 4.042 executivos de negócios e tecnologia em 77 países, incluindo o Brasil, revelou lacunas significativas que as empresas precisam abordar para alcançar a resiliência cibernética. Segundo o levantamento, apenas 2% dos executivos globais afirmaram que suas empresas implementaram ações de resiliência cibernética em todas as áreas avaliadas na pesquisa, o que reforça a necessidade de um olhar mais estratégico para a segurança digital, que vá além da simples resposta a incidentes e passe a integrar a governança corporativa.

Entre as principais tendências na área de cibersegurança, destaca-se a Biometria 4.0, que avança como uma solução robusta para autenticação segura e experiência do usuário. O uso de dados biométricos – seja por reconhecimento facial, leitura de íris ou impressão digital – já está consolidado em setores como financeiro, saúde e varejo. No entanto, novos desafios surgem, como o risco de falsificação de identidades por deepfakes e a necessidade de garantir a privacidade dos usuários.

Outro tema central é a Inteligência Artificial aplicada à segurança digital, que tem se tornado uma aliada indispensável na identificação e resposta a ataques em tempo real. Algoritmos avançados são capazes de detectar padrões suspeitos e responder a ameaças antes que causem danos significativos, reduzindo impactos financeiros e operacionais.

O avanço das ameaças cibernéticas reforça a urgência de estratégias proativas, que vão além da proteção de perímetro e adotam abordagens mais dinâmicas, como Zero Trust, segmentação de redes e autenticação multifator. A capacitação contínua dos profissionais de TI e a implementação de políticas de segurança robustas são fatores essenciais para que as empresas estejam preparadas para lidar com um ambiente digital cada vez mais desafiador.

Estratégias para fortalecer a resiliência cibernética

Para enfrentar os desafios atuais e futuros, é fundamental que os líderes adotem estratégias robustas de cibersegurança:

Educação e treinamento: Promover uma cultura organizacional que valorize a segurança digital, investindo em programas contínuos de capacitação para colaboradores e executivos.

Adoção de tecnologias avançadas: Implementar soluções baseadas em IA e automação para monitoramento e resposta a incidentes, garantindo uma postura de segurança proativa.

Gestão de terceiros: Estabelecer critérios rigorosos para a seleção e monitoramento de fornecedores e parceiros, assegurando que compartilhem dos mesmos padrões de segurança.

Conformidade regulatória: Manter-se atualizado sobre as legislações e regulamentações de cibersegurança, garantindo que as práticas da empresa estejam em conformidade e evitando penalidades.

Construir uma estratégia de cibersegurança sólida vai muito além da adoção de ferramentas tecnológicas. As empresas que investirem em uma abordagem integrada, combinando tecnologia, educação e governança, estarão mais preparadas para enfrentar crises e protaeger seus ativos mais importantes: dados, reputação e continuidade operacional.

Nycholas Szucko, VP de Cyber da Sociedade de Usuários de Tecnologia de São Paulo (SUCESU-SP).

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