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CEO da News Corp acusa Google de praticar censura

Postado em: 14/08/2015, às 14:38 por Redação

Depois de chamar o Google de um "agregador odioso", por ocasião de um possível acordo da Comissão Europeia com a empresa, no ano passado, sobre suas práticas de busca, o presidente-executivo da News Corp., Robert Thomson, voltou à carga e classificou o site como uma "plataforma de pirataria", alegando que a empresa pratica a censura, além de ser gananciosa e corrupta.

A declaração foi feita por Thomson durante discurso de premiação do Lowy Institute Media, em Sydney, Austrália, na quinta-feira, 13, segundo o site australiano Mumbrella. O executivo acusou "distribucionistas" como o Google e o Facebook de criarem um sistema destrutivo.

"Nenhum deles realmente cria conteúdo, e certamente têm pouca intenção de pagar por isso", disse ele Thomson. "Mas eles redistribuem o conteúdo criado por outros, sob o argumento de que essa redistribuição é uma extensão natural do seu papel como redes sociais. Eu diria que a maior parte da redistribuição não é uma coisa natural."

Para Thomson, essas empresas [Google e Facebook] estão prosperando com "conteúdo que outros criam, por meio da cooptação de audiências e, conscientemente, desvalorizando marcas". Ela sustenta que as palavras "propriedade intelectual" não aparecem no alfabeto do Google, em uma referência carregada de ironia à nova holding do Google, a Alphabet, anunciada nesta semana. E completou explicando com sarcasmo qual é esse alfabeto: "A é de avareza, B é de livros [books] expurgados, K é de cleptocracia [kleptocracy], P de pirataria e Z de fanatismo [zealotry, em inglês]".

Em seu discurso, Thomson advertiu que sem um modelo de pagamento justo, "relatórios [financeiros] bem fundamentados serão cada vez mais desafiadores". Ele também lançou farpa no LinkedIn, chamando-a de "embusteiro", que está repleto de spam.

O site Business Insider, que também publicou a notícia, procurou o Google, Facebook e LinkedIn, mas a empresas não retornaram.

Abuso de posição dominante

No ano passado, quando a Comissão Europeia acenou com a possibilidade de um acordo com o Google, Thomson chegou a enviar carta ao órgão regulador na dizia que ele "abusava de sua posição dominante no mercado para sufocar a concorrência", e que a visão dos fundadores do Google havia sido substituída por uma "administração cínica".

"A decisão de considerar um acordo com o Google chega em um momento crucial na história do fluxo livre de informações e de uma mídia saudável na Europa e outros lugares", escreveu ele à época.

Na quinta-feira, a Comissão Europeia estendeu o prazo para que o Google responda às acusações de que manipula resultados de buscas para favorecer seus próprios serviços, como o Google Shopping ou Google Flight, em detrimento dos consumidores. Em um breve comunicado, órgão regulador antitruste do bloco disse que "concedeu uma extensão para permitir que o Google exerça plenamente o seu direito de defesa".

A News Corp. tem participações em negócios na Europa, incluindo no The Times, The Sun e The Wall Street Journal Europe, além de uma rede de agências de notícias sobre negócios e a Editora HarperCollins.

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