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3 tendências no gerenciamento de APIs

Postado em: 05/05/2019, às 20:16 por Julio Fernandes,

Vivemos em um mundo de constante transformação e, todos os dias, somos bombardeados por novidades. Por isso, não há mais dúvidas de que vivemos em uma nova era digital, e estar conectado a este mundo é essencial para o avanço das empresas que precisam garantir agilidade, eficiência, escalabilidade e praticidade aos que consomem os seus serviços.

Estamos caminhando para o meio do ano, tempo propício para rever perspectivas e olhar para as tendências sobre gerenciamento de APIs que estão avançando em 2019. Neste artigo, listo três novidades que devem vir com força no setor, dentre elas a consolidação do open banking.

OPEN BANKING

Ao olharmos para o futuro, não podemos deixar de falar dos bancos, um dos setores que vem promovendo mudanças cada vez mais concretas quando o assunto é a transformação digital. Em 2018, o Open Banking foi um dos assuntos que mais ganharam força e, ao longo de 2019, não deve ser diferente.

O conceito de Open Banking, como o próprio nome diz, visa abrir sem restrições os serviços bancários para um novo patamar. Em termos sociais visa aumentar a competividade do mercado e gerar novos serviços e negócios financeiros para a sociedade. Para o lado das instituições financeiras visa expandir os serviços e negócios a partir de novos canais diretos ou indiretos por meio de terceiros.

Podemos dizer que os últimos três anos foram os anos da consolidação de iniciativas de Open Banking nos países da comunidade Europeia seguindo as diretivas do PSD2, e do CMA no Reino Unido. Estas iniciativas influenciaram as grandes instituições a abrirem seus serviços financeiros para maior competividade e como consequência melhores serviços para os cidadãos destes países.

O assunto deve ficar ainda mais em evidência no Brasil, porque é neste ano que o Banco Central do Brasil deve efetivar as novas regras para a modalidade. No Brasil, o Banco Central deve ainda ser mais amplo nas suas decisões, estabelecendo que os bancos disponibilizem não só os serviços, mas também as informações de clientes para melhor competividade de serviços para a sociedade. O objetivo é ser um espaço de desenvolvimento aberto regido por regras do Banco Central que proporcione que empresas, desenvolvedores e bancos compartilhem dados com o foco em aprimorar competição de mercado e alavancar serviços financeiros digitais.

MICROSSERVIÇOS

Até os dias de hoje, as empresas criam serviços e produtos que envolvem exposição e lógica de negócios, baseados em uma arquitetura denominada como SOA (Arquitetura Orientada a Serviços). Mas, a criação e evolução das tecnologias, e a utilização da cloud – que tem sido adotada amplamente – facilitaram a ascensão de tecnologias para criação de pequenos serviços. Ou seja, ao invés de criar soluções monolíticas, mais complexas de serem atualizadas ou inovadas, e pouco ágeis, agora é possível adotar serviços com funções minimalistas mais fáceis de atualizar, inovar e escalar.

Um exemplo é um serviço de informações meteorológicas, em que podemos criar dois pequenos serviços focados em obter notícias, e um outro focado em obter as informações meteorológicas atuais ou de algum momento histórico. Caso um dos serviços falhem, ainda será possível ter parte da informação, ou caso algum deles sofra maior demanda ou atualização pode ser atualizado independentemente. No caso de um serviço único, uma única falha o deixaria indisponível. Uma atualização exigiria atualizar tudo, e caso fosse necessário escalar o serviço de notícias, isto teria que ser feito para tudo, aumentando os custos.

As empresas começam a adotar esse tipo de tecnologia porque – fazendo uma analogia – é mais fácil focar na conquista de cada batalha, do que em como vencer toda a guerra de uma única vez. Muitas iniciativas de inovação começam pequenas, com pequenos investimentos, e desta forma precisam começar pequenas e terem a capacidade de escalar rapidamente, caso o serviço dê certo e tenha uma expansão meteórica de negócios e clientes.

MONETIZAÇÃO

Já sabemos que por trás de programas e sistemas que utilizamos em nosso dia a dia, há um conjunto de padrões que permitem a conexão com outros sistemas sem a interferência do usuário e isso acontece por meio da API. Por isso, as APIs se tornam diretamente produtos de valor aos clientes, e estes produtos podem ser diretamente cobrados pelo seu uso, ou melhor, monetizados, gerando diretamente receitas a partir de sua utilização. Uma empresa de Telecom, por exemplo, pode disponibilizar diretamente uma API de streaming de dados para possibilitar que o usuário consuma vídeos diretamente ou embarcando em seus produtos para outros clientes, pagando desta forma pelo consumo. Ou em um cenário muito comum o Google cobra pelo uso da API que interage e apresentas os mapas do Google Maps como parte de outros produtos e aplicativos.

Uma das formas mais comuns e utilizadas para a monetização de uma API é a da receita direta, muito usada por empresas com serviços via SaaS (Software as a Service). Outro modelo é com a utilização de pacotes ou planos ou, então, como programa de afiliados e marketplace.

Independente da forma de cobrança ou de ausência de cobrança, a intenção é sempre encontrar o modelo que viabilize e gere as receitas para manter o negócio utilizando as APIs como meio de interagir com o cliente. É importante notar que a API é além de tudo um produto, e somente produtos viáveis, de qualidade, e desta forma desejados pelos clientes, que realmente terão potencial de gerarem receitas e assim serem monetizados.

Se 2018 já foi um ano cheio de novidades na área tecnológica, a certeza é que este ano de 2019 fortalecerá ainda mais a transformação digital, contribuindo para a sustentabilidade e ascensão de empresas dos mais diversos setores.      

Julio Fernandes, senior solutions architect da Axway.

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