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Financiamento a startups no Reino Unido já enfrenta redução com saída do país da UE

Postado em: 10/08/2016, às 17:47 por Redação

As startups de tecnologia do Reino Unido podem perder uma fonte fundamental de financiamento com a decisão do país de sair da União Europeia (UE), conhecida como "Brexit" — fusão dos termos "british" e "exit". Uma dessas fontes é o Fundo Europeu de Investimento (FEI), instituição criada pela UE em 1994 e que opera a partir de Luxemburgo com uma equipe de cerca de 400 pessoas.

A preocupação de grande parte dos executivos de tecnologia de Londres é que a saída do país da UE irá comprometer o futuro das startups do Reino Unido. Atualmente, Londres abriga mais de quatro em cada dez de startups na Europa.

Embora relativamente desconhecido, o FEI, que tem bancos comerciais e outras entidades financeiras entre seus acionistas, investiu mais de 2,3 bilhões de euros (o equivalente a 2 bilhões de libras esterlinas) em startups do Reino Unido entre 2011 e 2015, de acordo com dados do setor consolidados pelo jornal britânico Financial Times. O FEI tem financiado startups do Reino Unido através de uma rede de fundos de capital de risco que apoiam empresas de tecnologia nascentes com possibilidade de sucesso.

Entre 2011 e 2015, o FEI injetou dinheiro em 144 fundos de capital de risco ou entidades similares sediados no Reino Unido. Isso o torna um dos maiores, se não o maior, investidor em fundos de capital de risco do Reino Unido, segundo Michael Collins, vice-diretor executivo da Invest Europa. As empresas de capital de risco britânicas também recebem financiamento de fundos de pensão, seguradoras e outros investidores institucionais, mas essas fontes são menos constantes e constumam a se afastar de investimentos de risco em tempos de incerteza econômica, como ocorreu na crise financeira de 2008.

Na sequência do referendo na Grã-Bretanha, no entanto, o FEI fez apenas um investimento em um fundo de capital de risco com sede no Reino Unido. Mas ele não deve realizar mais nenhum financiamento já que as regras da zona do euro só permitem financiar nações da UE, membros da Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA, na sigla em inglês) e países que potencialmente podem aderir ao bloco econômico. O órgão mais próximo do FEI no Reino Unido é o Banco de Negócios britânico, que foi formado pelo governo de coalizão em 2014, mas não tem a tradição de investir de forma intensiva em negócios de risco.

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