Celulares olham com cautela para redes de quarta geração

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A Claro e a Oi mostram-se cautelosas em relação à possibilidade de implementação, no curto prazo, de plataformas móveis de quarta geração (LTE). Essa foi a mensagem deixada pelas empresas durante o 2º Wireless Broadband, evento realizado pela TELETIME nesta quarta, dia 1º, em São Paulo. Para Roberto Guenzburger, diretor de segmentos da Oi, a disputa de mercado, e a chave para o sucesso das operações de banda larga móvel, está na capacidade de implantação de capacidade de transmissão, e não necessariamente de evolução nas redes de acesso. A Oi considera-se em posição privilegiada nesse sentido, por ter uma rede fixa extensa e que dá suporte à expansão da rede de dados com capacidade banda larga. Ele também não acredita que os operadores farão a evolução no curto prazo para tecnologias como LTE apenas porque alguém já fez. "Concordo que haja sempre uma pressão do mercado nesse sentido, mas acho que as operadoras estão muito mais maduras para investir em tecnologias com aplicações mais palpáveis, sem impulso, sem agir com o fígado". Para Márcio Nunes, diretor de core network da Claro, existe uma necessidade de amortização dos investimentos em rede atuais. A hipótese de introdução de novas tecnologias hoje dependeria da disposição do governo de dar espectro de graça e "dos fornecedores darem equipamentos de graça", brincou. Ele também concorda que a capacidade de transmissão tem se tornado crítica para as operadoras móveis em função do explosivo crescimento dos acessos 3G. Para Guenzburger, da Oi, haverá um momento de salto para a LTE, mas esse salto pode se dar em nichos e em etapas.

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