Déficit do setor eletroeletrônico cai pela primeira vez desde 2002 e 2003

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O déficit da balança comercial do setor eletroeletrônico no acumulado de janeiro e fevereiro registrou US$ 2,24 bilhões, cifra 32% abaixo do realizado em igual período do ano passado, quando a diferença entre exportações e importações somou US$ 3,31 bilhões, segundo levantamento da Associação Brasileira da Indústria Eletroeletrônica (Abinee). Esta redução no déficit não acontecia desde 2002 e 2003, anos em que foram observados desempenhos fracos na atividade econômica – o PIB do Brasil, em 2002, cresceu 2,7% e, em 2003, 1,2%.
No início deste ano, a queda das exportações tem se mostrado mais expressiva que nos dois últimos meses do ano passado, ficando, em janeiro, 34% abaixo das realizadas em janeiro de 2008 e, em fevereiro, 30% abaixo do mesmo mês de 2008. No acumulado de novembro e dezembro de 2008, a redução das vendas externas ficou em torno de 8% na comparação com o mesmo período de 2007.
A maior queda nas exportações foi da área de telecomunicações (-44,0%), que contou, principalmente, com a redução de 47% nas vendas externas de telefones celulares, que passaram de US$ 322 milhões, em janeiro-fevereiro de 2008, para US$ 171 milhões no mesmo período deste ano. Mesmo com esse resultado, os celulares permaneceram na liderança das exportações da indústria eletroeletrônica, uma vez que os demais produtos também apontaram quedas expressivas.
Já as importações, no acumulado de janeiro e fevereiro, somaram US$ 3,2 bilhões, 32,1% inferiores às ocorridas em igual período do ano passado. Nesta comparação, todas as áreas registraram queda nas importações, cujas taxas de retração ultrapassaram 11%.
Os componentes elétricos e eletrônicos, que representaram metade das importações do setor, recuaram 39,2% em função, principalmente, dos semicondutores (-38%) e dos componentes para telecomunicações (-49%) e para informática (-50%).
As importações de bens de informática (-41,9%) e de telecomunicações (-33,5%), apesar de representarem montantes menos expressivos, apresentaram taxas de retração significativas. Nestes casos, destacaram-se as quedas de 65% nas importações de impressoras e de 66% de telefones celulares. Com este resultado os aparelhos celulares, que permaneceram entre os dez produtos mais importados do setor durante o ano de 2008, ficaram depois da vigésima posição em 2009, totalizando US$ 40 milhões, contra US$ 117 milhões, em janeiro-fevereiro de 2008.

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