Empresas devem rever proposta de valor antes de integrar social e m-commerce, diz diretor da Movile

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O acesso a sites sociais como Facebook, Twitter e outros é o principal motivo pelo qual um número crescente de pessoas adquire smartphones mais poderosos, em vez de celulares convencionais, segundo o Gartner.

Para o instituto de pesquisa, as plataformas de relacionamento têm muito mais valor quando associadas à mobilidade, ou seja, quando permitem a interação a qualquer hora e onde o usuário estiver.

Empresas que já perceberam a sinergia entre redes sociais e mobilidade enfrentam agora o desafio de integrar os dois meios em suas estratégias envolvendo vendas, marketing, comunicação e relacionamento.

O tema será abordado nesta quarta-feira, 4, no Web Expo Forum, durante o painel "Mobile – O desafio do m-commerce e do uso das redes sociais em dispositivos móveis – como desenvolver, gerenciar, garantir segurança e monitorar aplicativos de forma a trazer a melhor experiência do consumidor."

Leonardo Sales, diretor de m-commerce da Movile e um dos painelistas, adiantou para Web Inside alguns aspectos relevantes para quem quer tirar proveito do "casamento" entre social e mobile.

Web Inside – Como o m-commerce e as redes sociais se cruzam nas estratégias das empresas?

O m-commerce requer um nível de personalização muito mais profundo para impactar o usuário na hora e da forma corretas. Este nível de personalização deve se beneficiar das informações fornecidas pelos próprios usuários nas  redes sociais. É possível saber, por exemplo, onde os usuários estão e enviar uma propaganda específica para ele naquele momento. 

Outro cruzamento do m-commerce com as redes sociais é a parte do compartilhamento de uma boa, ou má, experiência. Por ainda ser uma novidade, muitos usuários que utilizam o m-commerce pela primeira vez compartilham suas experiências com os amigos. Um bom exemplo é o iFood, que diariamente é mencionado por diversos usuários no Twitter  no horário da janta. 

WI – Quais os principais desafios das empresas para tirar proveito do uso integrado desses dois meios?

É importante, antes de tudo, revisar a proposta de valor de cada canal. As funcionalidades e opções são diferentes em cada um e a empresa deve saber o que oferecer. 

Depois, o serviço  (site ou app ) tem que estar adaptado para o canal. Não tem como um consumidor ter uma boa experiência no celular acessando um site feito para computador, assim como acessar um site "mascarado" de app dentro do Facebook. 

As empresas devem se perguntar se seu consumidor está pedindo o mobile como canal de comércio. Se a resposta for sim, o canal mobile deve ser parte integrada à estratégia digital da empresa, e não apenas um esforço isolado. 

WI –  Como a familiaridade do consumidor com dispositivos móveis pode ser aproveitada em prol de vendas e relacionamento?

O celular é o único dispositivo presente nas 24 horas da vida do consumidor. Até quando estamos dormindo, mantemos o celular ao nosso lado. Em outras palavras, as empresas têm múltiplas oportunidades ao longo do dia do consumidor para estabelecer uma comunicação, seja por meio de publicidade, de canal de atenção, pushs (alertas) ou informação.

Hoje, a interação com os usuários por meio do mobile oferece funcionalidades como compra direta, chamada direta, localização de loja mais próxima, escaneamento de produtos, download de aplicativo, entre outros. O mais importante é saber como medir o ROI do canal mobile diante de todas essas funcionalidades.  

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