Inteligência artificial generativa e os impactos nas organizações

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A IA generativa vem transformando as organizações ao redor do mundo. Baseadas em grandes modelos de linguagem ou LLMs (Large Language Models), esse modelo de machine learning vem possibilitando aplicações em diversos setores como saúde, finanças, marketing, varejo, além de tantos outros. Fato é que o uso dessa ferramenta tem tido um impacto significativo nas empresas e a tendência é que ela seja cada vez mais aprimorada para otimizar os processos.

No ano passado, os investidores injetaram ao menos US$ 1,37 bilhão em 78 negócios ligados a IA generativa, segundo dados do PitchBook. Já uma sondagem realizada pela empresa Morning Consult, indicou que dos 524 executivos brasileiros que participaram do levantamento, 78% concordaram que as ferramentas geradas com IA reduzem o número de tarefas repetitivas. Diante disso, os profissionais poderão usar suas habilidades para se dedicar as atividades que exigem mais raciocínio, atenção e criatividade.

Na área da saúde a IA é uma aliada nos diagnósticos por imagens, pois permite reconhecer padrões e identificar possíveis doenças precocemente, tornando o tratamento mais eficiente e preciso. Há pesquisadores e cientistas utilizando modelos generativos de IA na descoberta de novos medicamentos. Com o auxílio da computação acelerada é possível ampliar os setores de pesquisa, possibilitando tratamentos médicos personalizados que impactam na taxa de sobrevivência dos pacientes, além de minimizar a propagação de doenças.

As aplicações de IA generativa também estão sendo empregadas no setor financeiro. A partir da análise de milhões de dados é possível obter uma hiperpersonalização a qualquer cliente e isso possibilita uma série de benefícios que vão desde o atendimento mais assertivo até a recomendação de investimentos. Uma das maiores preocupações neste setor são as fraudes e, com o uso dessa tecnologia, será possível aumentar a segurança, além de fornecer novas perspectivas para análise de riscos.

No varejo essa ferramenta tem sido essencial para a jornada de compra do consumidor. Por meio de modelos de IA treinados com dados específicos de marcas é possível melhorar a experiência do cliente com descrições mais robustas de produtos, recomendação personalizada, alterações de compras e pedidos. Isso pode impactar na taxa de conversão e acelerar a tomada de decisão, tornando todo o processo mais eficiente no mercado.

Dados da Deloitte indicam que 7 em cada 10 empresas brasileiras investirão em Inteligência Artificial neste ano, isso comprova o crescimento dessa tecnologia nas organizações. Hoje em dia já é possível operar modelos personalizados de IA generativa treinados com os próprios dados de propriedade da empresa, fazendo com que a ferramenta esteja mais alinhada com as necessidades da companhia.

Apesar de ser capaz de criar algo totalmente novo e facilitar vários processos, é importante ressaltar que a IA generativa ainda é limitada aos dados e informações no qual ela foi treinada. Em certos casos é necessário a supervisão humana para filtrar e se certificar de que o conteúdo apresentado pela tecnologia faz sentido para a sociedade como um todo. Nós temos sensibilidade e capacidade de discernimento que essa ferramenta não possui.

Conforme essa tecnologia avança há certa preocupação de que ela substituirá o trabalho desempenhado por seres humanos, porém é importante lembrar que ela precisará do fator humano para fazê-la funcionar. O que mudará será a forma de desempenhar certas funções, por isso é necessário estar atualizado e buscar capacitação na área. Há diversos cursos gratuitos, além de conteúdos relevantes na rede que podem auxiliar no preparo dos profissionais para este novo cenário.

O uso da IA generativa aliada as habilidades humanas será um facilitador nas atividades desempenhadas em diversos setores. Essa colaboração só tende a crescer com o passar dos anos, portanto cabe as empresas e aos profissionais saberem aproveitá-la com sabedoria e extrair todo o potencial que essa tecnologia pode oferecer ao seu negócio.

Marcio Aguiar, diretor da divisão Enterprise da NVIDIA para América Latina.

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