Black Friday 2021: entenda porque nunca foi tão importante  reforçar ações de branding

0

Os números de 2020 atestaram mais uma vez o quão relevante é a Black Friday no Brasil. Conforme o relatório Webshoppers 43 apurou, o faturamento entre os dias 26 e 27 de novembro do ano passado foi de R$ 4 bilhões — 25% maior do que o registrado em 2019, crescimento amparado pela alta do número de pedidos e também do ticket médio, 16% e 8%, respectivamente.

Outra prova da expressividade da data no Brasil é seu fenômeno de ampliação. Ou seja, não existe mais apenas a Black Friday (última sexta-feira de novembro), hoje contamos com Esquenta Black Friday, Black November, Cyber Monday, entre outras ações que potencializam ainda mais o alto engajamento do público nesse período voltado às vendas promocionais. É a prime time do e-commerce nacional.

Contudo, 2021 nos apresenta alguns cenários novos, fruto da digitalização e de uma profunda mudança de comportamento dos consumidores. Esta perspectiva certamente vai nortear o planejamento dos profissionais de marketing que buscam maximizar as oportunidades do período.

Como demonstra a recente pesquisa global da Accenture sobre motivações para o consumo, os brasileiros figuram no topo da lista dos consumidores mais sensíveis à conexão com as propostas de valor das marcas. Esse é um comportamento que se intensifica ainda mais entre os millenials, como aponta o estudo da RTB House e da WGSN sobre O Futuro da Publicidade Online – 83% deles acreditam que compartilhar valores com as marcas é importante. Em outras palavras, a decisão de compra do consumidor vai além do tradicional apelo de custo e qualidade, entrando nas esferas de relacionamento e conexão com a marca, algo que, tradicionalmente, demanda tempo para se construir.

Além disso, eventos recentes nos dão indícios do quanto esses valores vem pesando nas escolhas dos consumidores brasileiros atualmente, como a recente movimentação da comunidade LGBTQIA+ contra o chamado pink money, acusando marcas de se aproveitarem do tema ao promoverem campanhas pontuais durante o mês de junho sem terem, necessariamente, um histórico de engajamento efetivo no tema.

Essa ótica nos mostra que nunca foi tão importante como agora encarar o período promocional da Black Friday dentro de uma perspectiva de longo prazo, que contemple a ampliação das estratégias de mídia online para abarcar a jornada completa do cliente com a sua marca, do branding à conversão, de forma relevante e, sobretudo, consistente. Pensando nisso, listei duas estratégias de mídia que considero cruciais para ganho de competitividade e escala no período que se aproxima:

Aposente as estratégias genéricas de branding e aposte na personalização:

Como dito anteriormente, apoiar-se em estratégias de branding no período que antecede a Black Friday garante a potencialização da consciência de marca e do  engajamento do público com ela, alavancando, assim, as chances de conversão quando a data chegar. Mas além de garantir uma mensagem consistente, é importante também investir em formatos que entreguem uma experiência diferente e personalizada para os usuários que ainda estão conhecendo ou que nunca tiveram contato com a marca.

Pensando em campanhas de awareness e consideração, precisamos mencionar o grande potencial dos vídeos para contar histórias e gerar engajamento. Na RTB House pudemos observar que, quando eles estão atrelados a tecnologias de personalização e recomendação com inteligência artificial, que analisa o posicionamento do vídeo na página, o contexto de conteúdo, e a mensagem que será exibida (customização automática), a taxa de viewability pode ser até 33% maior do que a média do mercado, e a de finalização (completion rate) até 47% mais alta. Ou seja, uma boa tecnologia ajuda a criar a primeira experiência com a marca de forma mais fluida e prazerosa para o consumidor.

Aproprie-se de estratégias de segmentação mais avançadas

Olhar para os interesses mais específicos dos usuários em vez de focar características genéricas de seu perfil demográfico e persona é a bola da vez. Isso ocorre porque à medida que o people-based marketing é apontado como uma tendência cada vez mais forte, os consumidores também estão se tornando mais livres para construírem seus próprios hábitos e padrões de consumo, muitas vezes destoando do que é esperado para seu padrão de idade, gênero, etc.

A boa notícia é que os algoritmos avançados de inteligência artificial já conseguem identificar e prever mudanças nos padrões de comportamento do consumidor, mesmo as mais sutis, com extrema precisão e velocidade, permitindo níveis ultra-precisos de personalização com base apenas em first-party data, prezando pela privacidade. Hoje já é possível determinar em tempo real o estágio de cada usuário no funil de vendas da marca e recomendar as melhores abordagens publicitárias para engajá-los individualmente, e elementos como o conteúdo e o local de exibição do anúncio podem ser ajustados caso a caso, com base em seus interesses e contextos pessoais, e não mais com base em estimativas demográficas genéricas.

A Black Friday é a data mais expressiva para o e-commerce brasileiro, quando as marcas ficam em maior evidência e onde a competitividade também tende a ser mais alta, por isso não há espaço para erro. Planejamento e preparação são fundamentais para garantirmos a melhor Black Friday da história, tanto para marcas quanto para consumidores.

André Dylewski, Business Development Director Latam na RTB House.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

This site is protected by reCAPTCHA and the Google Privacy Policy and Terms of Service apply.