Acesso à banda larga tem salto no Brasil, aponta estudo da TCP Partners

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A TCP Partners, boutique de investimentos, gestão e fusões & aquisições, analisou o mercado de provedores de internet, setor responsável por conectar usuários à Internet via computadores, celulares e demais dispositivos eletrônicos.

De acordo com o estudo, com base nos dados da Anatel, o Brasil contava, em 2020, com mais de 15 mil provedores de banda larga fixa, número 564% superior ao de 2010, quando registrou 2.359 provedores. O crescimento acelerado de novos provedores é resultado da regulação que estimulou a concorrência entre empresas, além da redução no custo de infraestrutura e instalação. Ainda, segundo o estudo, em 2011, a fibra óptica tinha cerca de 200 mil acessos. Já em 2020, esse tipo de conexão atingiu 17 milhões, variação de mais de 7.010%.

O Brasil possui 16 acessos de banda larga fixa para cada 100 habitantes. Entre os BRIC (sigla que se refere a Brasil, Rússia, Índia e China), é o país que tem menor acessos. Este indicador é importante para determinar a universalização do acesso que é essencial para a promoção dos negócios e crescimento da economia.

"É um mercado que tem muito espaço para crescer. As regulações e o Marco Legal da Internet estão ajudando a romper essas barreiras e o país está avançando", comenta Ricardo Jacomassi, sócio e economista-chefe da TCP Partners.

Os provedores estão inovando acesso à banda larga no país e levando internet para regiões mais distantes, além de impulsionar importantes atividades da economia, como agronegócio, educação, comércio online, indústria entre outras, que cada vez mais terão seus negócios baseados em operações digitais e na Internet das Coisa (IoT).

De acordo com o IBGE, em 2020, o PIB (Produto Interno Bruto) de Serviços de Informação foi de R$224,7 bilhões e entre as atividades que o compõem estão os negócios do setor de provedores e acesso à banda larga. Considerando as expectativas em torno do 5G, é esperado que em 2025 o PIB do setor atinja R$313,5 bilhões.

"O setor de provedores vem atraindo investidores locais e internacionais. Os alvos são pequenos provedores em cidades do interior dos Estados que faturam entre R$ 20 milhões a R$ 30 milhões por ano", finaliza Jacomassi.

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