TCS prevê expandir faturamento com serviços de TI na América Latina

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A Tata Consultancy Services (TCS), braço de tecnologia da informação do grupo indiano Tata, tem planos de aumentar seu faturamento com serviços de TI na América Latina em 11% nos próximos anos, sendo que a taxa global deve ficar abaixo de 10%. Apesar de não revelar cifras regionais, a empresa informa que o faturamento total no mercado latino-americana representa atualmente cerca de 4% do arrecadado no mundo e a projeção é que cresça dois dígitos a partir desse ano. A receita mundial da empresa no ano fiscal 2012-2013, encerrado em 31 de março, totalizou US$ 11,6 bilhões, com lucro líquido de US$ 2,5 bilhões. Para 2016, ela estima duplicar o número de profissionais na América Latina por meio de ações de capacitação em universidades e outros programas.

Durante o Ciab Febraban 2013, evento do setor financeiro que acontece esta semana, em São Paulo, o vice-presidente executivo e diretor de operações da TCS, Ankur Prakash, destacou que os mercados maduros já não crescem tanto por conta da consolidação das empresas, enquanto na América Latina todos os clientes captados nos últimos quatro meses investirão mais em soluções de TI. "As empresas estão colocando grande parte de seu orçamento em serviços como big data e mobilidade, enquanto os serviços tradicionais também seguem com um número importante de investimento, porém menor", disse.

Atuando em oito países da América Latina — México, Argentina, Chile, Equador, Peru, Colômbia e Uruguai, além do Brasil — com cerca de 10 mil profissionais e os principais bancos e empresas financeiras em sua carteira de clientes, a companhia planeja investir em diferentes programas de capacitação com mais inovação e trazendo serviços de mobilidade, big data, redes sociais, entre outros, para o setor financeiro, o qual representa mais de 40% de seu faturamento. Prakash revelou que a empresa quer manter o número de países em que atua na América Latina, trabalhando apenas com a expansão dos escritórios e captação de mais clientes, sem planos de aquisições na região. "Somos uma empresa global e estamos atentos a qualquer oportunidade, mas nunca vamos comprar uma empresa para ampliar receita. Se houver aquisição, será para trazer valor agregado ao cliente. Caso contrário, cresceremos organicamente."

TI no setor financeiro

Todos os serviços que agregam mobilidade, big data e redes sociais fornecem a uma empresa a oportunidade de ganhar mais mercado e atender mais clientes, na opinião de Prakash. "Serviços básicos, como pagamento por meio de telefone celular, até os mais complexos como depositar cheque tirando uma foto pelo dispositivo, são importantes para facilitar a vida do cliente, sem que ele precise acionar a empresa. Trazemos tudo isso ao Brasil e, se uma empresa não se adaptar a essa realidade, ficará atrasada perante a concorrência".

O executivo reitera que Brasil e México, como os maiores países e economias da região, são líderes em mercado, mas há serviços nos quais outros países se adaptam mais rápido. "Na Colômbia, por exemplo, já há um projeto de implantação de solução de redes sociais em algumas empresas para captar mais clientes". Contudo, Prakash aponta desafios gerais do setor, como segurança da informação em transações móveis, capacitação dos usuários e dos clientes e infraestrutura do próprio. "Trabalhamos com clientes e governo em diferentes etapas para cobrir esses desafios, identificando problemas em cada país. O Brasil crescerá muito por conta da Copa do Mundo de 2014 e os jogos Olímpicos de 2016, sendo que o governo já atenta pra infraestrutura física e digital do país", complementou.

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