IoT, autenticação e serviços em nuvem impulsionam adoção de infrestrutura de chaves públicas, aponta estudo

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As organizações estão aumentando rapidamente o tamanho, o escopo e a escala de sua infraestrutura de proteção de dados, refletidos em aumentos expressivos na adoção de PKIs (Public Key Infrastucture), em empresas de todo o mundo, de acordo com novas pesquisas da Entrust. PKIs estão no centro de quase todas as infraestruturas de TI, permitindo a segurança para iniciativas digitais críticas, como nuvem, implantação de dispositivos móveis, identidades e internet das coisas (IoT).

O Estudo Anual de Tendências Globais em PKI e IoT de 2020, realizado pela empresa de pesquisa Ponemon Institute e patrocinado pela nCipher Security, uma empresa Entrust, é baseado no feedback de mais de 1.900 profissionais de segurança de TI em 17 países.

À medida que as organizações se tornam mais dependentes de informações digitais e enfrentam ataques cibernéticos cada vez mais sofisticados, dependem de PKI para controlar em grande escala o acesso aos dados e verificar as identidades de pessoas, sistemas e dispositivos.

A IoT é a tendência de crescimento mais rápido e que impulsiona a implantação de aplicações PKI, subindo 26% nos últimos cinco anos e para 47% em 2020, com os serviços baseados em nuvem como o segundo driver mais alto citado por 44% dos entrevistados.

Os certificados TLS/SSL para sites e serviços voltados ao público são o caso de uso mais citado para credenciais PKI (84% dos entrevistados). As aplicações baseadas em nuvem pública tiveram o crescimento mais rápido em relação ao ano anterior, com 82%, um aumento de 27% em relação a 2019, seguido pela autenticação de usuários corporativos em 70% dos entrevistados, um aumento de 19% em relação a 2019. Todos ressaltam a necessidade crítica de PKI no suporte a aplicações corporativas principais.

O número médio de certificados que uma organização precisa gerenciar cresceu 43% no estudo de 2020 em relação ao ano anterior, de 39.197 para 56.192 certificados, destacando um requisito fundamental para a gestão de certificados corporativos. O aumento provavelmente é impulsionado pela transição do setor para períodos de validade de certificados mais curtos e pelo crescimento acentuado nos casos de uso de usuários de nuvem e de usuários corporativos.

Desafios, mudanças e incertezas

O estudo de 2020 constatou que os profissionais de segurança de TI enfrentam novos desafios para permitir que as aplicações utilizem PKI. Mais da metade (52%) citou a falta de visibilidade das capacidades de segurança existentes em PKIs como seu principal desafio, um aumento de 16% em relação ao estudo de 2019. Essa questão ressalta a falta de experiência em segurança cibernética disponível até mesmo nas organizações mais bem preparadas e a necessidade de especialistas em PKI que possam criar roteiros corporativos personalizados com base nas melhores práticas de segurança e operacionais. Os entrevistados também citaram a incapacidade de alterar aplicações legadas e a incapacidade de PKIs existentes de suportar novas aplicações como desafios críticos – ambos em 51%.

Quando se trata de implantar e gerenciar PKIs, os profissionais de segurança de TI são os mais desafiados por questões organizacionais, como nenhuma propriedade clara, habilidades e recursos insuficientes. Os números de implantação PKI no estudo indicam claramente uma tendência para abordagens mais diversificadas, com as ofertas como serviço se tornando ainda mais prevalentes do que as ofertas presenciais em alguns países.

As duas maiores áreas de mudança e incerteza de PKI vêm de novas aplicações, como IoT (52% dos entrevistados) e mandatos e padrões externos (49%). O ambiente regulatório também está impulsionando cada vez mais a implantação de aplicações que usam PKIs, citados por 24% dos entrevistados.

As práticas de segurança não acompanharam o crescimento

Nos próximos dois anos, uma média de 41% dos dispositivos IoT dependerão principalmente de certificados digitais para identificação e autenticação. A criptografia para dispositivos IoT, plataformas e repositórios de dados está em apenas 33% – um potencial ponto de exposição para dados confidenciais. Os entrevistados citaram várias ameaças à segurança de IoT, incluindo alterar a função de dispositivos IoT por malwares ou outros ataques (68%) e controle remoto de um dispositivo por um usuário não autorizado (54%). No entanto, os respondentes classificaram os controles relevantes para a proteção contra malware – como fornecer patches e atualizações com segurança para dispositivos IoT – em último item de uma lista dos cinco recursos de segurança de IoT mais importantes.

O Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia dos EUA (NIST) recomenda que módulos criptográficos para autoridades certificadoras (CAs), servidores de recuperação-chave e respondentes OCSP devem ser validados para o nível 3 ou superior do FIPS 140-2. Trinta e nove por cento dos entrevistados neste estudo usam módulos de segurança de hardware (HSMs) para proteger PKIs, na maioria das vezes para gerenciar as chaves privadas para suas CAs raiz, emissão ou política. No entanto, apenas 12% dos entrevistados indicam o uso de HSMs em suas instalações OCSP, demonstrando uma diferença significativa entre as melhores práticas e as práticas observadas.

"PKIs sustentam a segurança tanto do mundo dos negócios quanto para os consumidores, desde a assinatura digital de transações e aplicações para provar a fonte, passando pela integridade, até apoiar a autenticação de smartphones, consoles de jogos, passaportes, bilheteria de transporte coletivo e mobile banking", diz Larry Ponemon, fundador do Instituto Ponemon. "O Estudo Anual de Tendências Globais de PKI e IoT de 2020 mostram um aumento no uso de credenciais PKI para aplicações baseadas em nuvem e autenticação de usuários corporativos, ressaltando a criticidade PKI no suporte a aplicações corporativos principais."

"Observamos uma crescente dependência de PKI justaposta com discussões de equipes internas para adaptá-la às novas necessidades do mercado, impulsionando mudanças nos modelos e métodos tradicionais de implantação de PKI", diz John Grimm, vice-presidente de estratégia para soluções digitais da Entrust. "Em áreas mais novas como a IoT, as empresas vêm falhando em priorizar mecanismos de segurança, como a assinatura de firmware que neutralizariam as ameaças mais urgentes, como o malware. E com o aumento maciço de certificados emitidos e adquiridos encontrados no estudo deste ano, a importância do gerenciamento automatizado de certificados, uma abordagem flexível de implantação de PKIs e uma forte segurança baseada em práticas recomendadas, incluindo HSMs, nunca foi tão grande."

PKI e IoT no Brasil

  • 80% dos entrevistados favorecem o modelo interno de ACs (Autoridades Certificadoras) mais do que qualquer outro país (a média global é 60%), e fazem menos uso de ACs gerenciadas hospedadas externamente (20% no Brasil versus a média global de 43%)
  • 42% usam ACs raiz offline, uma prática recomendada de PKI, mais do que qualquer outro país (a média global é 28%)
  • Possui o menor número de especialistas em PKI entre todos os países (34% não contam com especialistas versus a média global de 24%)
  • Uso extremamente baixo (menor de todos os países) de HSMs para ACs online e emissão de ACs (16% para cada um, contra 36% e 42% médias globais)
  • Menor previsão de uso entre todos os países de certificados digitais para dispositivos IoT nos próximos 2 anos (30% versus 41% da média global)
  • Avaliam a descoberta de dispositivos o maior de todos os recursos de segurança IoT em comparação com os outros países (4,7 de 5, contra 3,3 média global)
  • Os entrevistados brasileiros relataram que tanto os celulares de consumo quanto a IoT são as tendências mais importantes que impulsionam a implantação de aplicações para o uso de PKIs (49% e 50% respectivamente).

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