Setor eletroeletrônico reduz para 5% previsão de crescimento no ano

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O setor eletroeletrônico deve encerrar o ano com faturamento de R$ 145,6 bilhões, o que representa um crescimento de 5%, índice inferior aos 10% de expansão projetado em abril, quando a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) reviu para baixo a estimativa feita em dezembro de 2011, que era de 14%. A previsão corresponde à média das informações das empresas consultadas pela entidade e mostra uma significativa retração nos negócios da indústria, evidenciando o nível de frustração dos negócios em relação às expectativas dos empresários.

No segundo trimestre, o faturamento do setor cresceu apenas 3% na comparação com igual período do ano anterior. O baixo crescimento foi influenciado pela queda nas vendas nas áreas de informática, componentes elétricos e eletrônicos e material elétrico de instalação. O segmento de informática, por exemplo, teve recuo de 8% entre abril e junho, abaixo apenas da área de material de instalação, cujo declínio foi de 13%.

As demais áreas apresentaram crescimento, em sua maior parte dos setores de bens de capital cujos resultados corresponderam às vendas e encomendas realizadas em período anteriores. Especificamente na área de telecomunicações, cujo avanço foi de 20%, o crescimento no trimestre decorreu do aumento das vendas de telefones celulares de maior valor e dos investimentos na infraestrutura de telecomunicações ocorridos no início deste ano.

Com esses resultados, o primeiro semestre do ano encerrou com crescimento de 4%, vis a vis ao mesmo período do ano anterior, muito abaixo dos crescimentos observados nos mesmos períodos de 2011 em relação a 2010 (+11%) e 2010 em relação a 2009 (+18%).

De acordo com a Abinee, o fraco desempenho do setor ocorreu devido às incertezas causadas pela crise internacional, levando ao recuo dos investimentos, e do elevado grau de endividamento dos consumidores com reflexos nos segmento de bens de consumo. Em razão disso, houve um aumento no número de empresas que apresentaram vendas/encomendas abaixo do esperado. No segundo trimestre, este percentual atingiu 56%, nove pontos percentuais acima do registrado no primeiro trimestre deste ano (47%).  Observa-se, também, que esta foi a maior taxa desde 2009, período em que o setor estava sentindo os efeitos negativos da crise internacional de 2008.

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