Estudo inédito aponta que, no futuro, os marketplaces ganharão mais espaço e serão mais tecnológicos

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O ano de 2018 começou bastante promissor para a atuação dos marketplaces no Brasil. A Amazon anunciou que estaria se preparando para manter um estoque próprio no país e o Mercado Livre lançou uma grande campanha contra valores altos de frete. Essas notícias são animadoras e demonstram que o comércio eletrônico vai continuar crescente.

Hoje a China passou os EUA e é o maior mercado de e-commerce do mundo. A venda online do país cresceu de 20 bilhões de dólares em 2008 para mais de 752 bilhões em 2016, tendo mais de 45% do total do mercado do mundo. A expectativa é que em 2019 o valor de vendas online chegue a um trilhão de dólares. No Brasil os lojistas estão cada vez mais aderindo a esse modelo. Em 2017 a marca de consumidores que fazem suas compras online passou dos 25 milhões, totalizando 45 bilhões de reais em receita.

Para acompanhar esse crescimento e, principalmente, as tendências que regerão o mercado de e-commerce para os próximos anos, o Anymarket, um hub para integração com marketplaces, criado e desenvolvido pela DB1 Global Software para atender ao universo e-commerce, com mais de 850 clientes ativos entre os principais players do mercado, desenvolveu um estudo para entender como lojistas e marketplaces brasileiros enxergam o futuro do segmento.

No estudo realizado, 66,8% dos respondentes disseram que já atuam em marketplaces e, entre os 33,2% que ainda não atuam, 79,7% pretendem começar até 2019. Já para os lojistas, 47,5% consideram os marketplaces parceiros estratégicos e apenas 4,4% os classificam como vilões. Venda de volume com 43% e exposição de marca com 36% correspondem aos benefícios de ter os produtos nos marketplaces.

Já na visão dos marketplaces, os dados mostram que todos têm uma expectativa de crescimento de número de lojistas para o ano de 2018. As respostas que vão desde um aumento de 50 novos sellers, até uma ideia de 200% de crescimento.

Essa é uma movimentação que pode trazer muito amadurecimento para o e-commerce brasileiro, e girar ainda mais essa roda da economia do país. Fusões entre grandes empresas, vendas de ações, um marketplace adquirindo outro, o futuro do e-commerce brasileiro oferece diferentes cenários e perspectivas, e a maioria deles tem os marketplaces como os protagonistas.

Mas como atingir este crescimento? O comercio eletrônico nasceu da tecnologia e nela deve se apoiar para continuar crescendo. Mesmo mesclando a atividade virtual (escolha do produto, compra, formas de pagamento, melhoria dos fretes) com a experiencia física (retirada do produto, troca), o foco deve permanecer mesmo nas inovações tecnológicas. 83% dos entrevistados consideram que a curva de crescimento dos marketplaces está só começando.

O uso de tecnologias como Big Data e Machine Learning estão sendo adotadas por grandes marketplaces. Com esse tipo de tecnologia é possível que os vendedores enviem produtos aos marketplaces e quando uma compra é feita fica por parte dos marketplaces entenderem qual o melhor meio de fazer a entrega, garantindo o melhor tempo de envio e ficando responsáveis pela excelência na experiência de todos os compradores. A Amazon já faz isso nos EUA há alguns anos, e a tendência é que isso comece a ser realizado com força aqui no Brasil.

Quando perguntamos como o marketplace está se preparando em relação às novas tecnologias como Machine Learning, Inteligência Artificial, Realidade Aumentada, entre outras que influenciam diretamente na experiência de compra do cliente, as respostas variaram. Alguns dizem estar realmente procurando ferramentas que façam esse tipo de trabalho, outros que estão estruturando a logística ou o marketing para conseguir dar essa atenção especial à experiência do consumidor.

Modelos de Vendas

38,5% – Exclusivamente online

5,8% – Exclusivamente varejo offline

41,2% – Híbrida (parte on e parte off)

10,7% – Indústrias com vendas online

3,5% – Indústrias sem vendas online.

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